• 30 junho, 2026

Mobilidade Urbana: Audiência de conciliação no TRT tenta encerrar greve dos rodoviários no Rio de Janeiro

A greve dos rodoviários do município do Rio de Janeiro entrou, na última terça-feira (30), em seu segundo dia consecutivo de paralisação. Dessa maneira, a falta de ônibus provocou um verdadeiro caos na rotina dos passageiros, que chegaram a aguardar por mais de uma hora em filas nos terminais rodoviários. Nesse sentido, muitos trabalhadores desistiram do transporte rodoviário e buscaram os trens urbanos e o metrô como alternativa para chegar ao emprego, enfrentando também tarifas dinâmicas e caras nos aplicativos de viagem.

Mediação Jurídica e Assembleia da Categoria

A Justiça do Trabalho agendou uma audiência de mediação do dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tentar encerrar o impasse entre as partes. Portanto, o Sindicato dos Rodoviários convocou imediatamente a categoria para uma assembleia na porta do tribunal, programada para meia hora após o término da reunião. O presidente do sindicato laboral, Sebastião José, manifestou otimismo e declarou, dessa forma, que esperava fechar um acordo definitivo com o sindicato dos patrões durante o encontro.

O TRT julgou a greve legal em sua análise inicial, mas determinou a manutenção de uma operação mínima de 50% dos coletivos nas ruas. A decisão fixou, com efeito, uma multa diária de R$ 50 mil aos sindicatos em caso de descumprimento da ordem. Consequentemente, as lideranças sindicais precisavam coordenar o retorno imediato de parte dos motoristas às garagens para evitar as sanções financeiras da Justiça.

Depredações e Contingenciamento do Tráfego

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas patronais, denunciou atos de vandalismo contra o patrimônio privado logo nas primeiras horas do movimento. O diretor de Comunicação da entidade, Paulo Valente, afirmou, por sua vez, que vândalos depredaram ao menos 40 ônibus durante a madrugada, no momento em que os veículos tentavam deixar as garagens. Além disso, o executivo esclareceu que apenas 870 coletivos conseguiram alcançar os terminais de passageiros ao longo daquela manhã.

Para cumprir integralmente a determinação da Justiça do Trabalho, as empresas deveriam colocar 1.800 coletivos em circulação pelas zonas da cidade. Assim sendo, o prefeito Eduardo Cavaliere acionou um plano de contingência para mitigar o impacto da greve na mobilidade fluminense. Dessa forma, os trens urbanos, as barcas e a concessionária Metrô Rio operaram com esquemas especiais de viagens, absorvendo a demanda reprimida que os ônibus deixaram de atender.

Desfecho Aguardado pelo Setor

O braço de ferro entre rodoviários e empresários ressalta, em suma, a dependência que a capital fluminense ainda possui do transporte sobre pneus. Afinal, o travamento das linhas de ônibus desestrutura a economia local e sobrecarrega os demais modais sobre trilhos e água. Logo, a sociedade civil aguardava o resultado da mediação jurídica no TRT como o único caminho viável para restabelecer a normalidade urbana e garantir o direito de ir e vir da população.

Veja outras notícias  

Acompanhe no instagram