• 06 julho, 2026

Copa do Mundo 2026: Com Haaland decisivo, Noruega elimina o Brasil nas oitavas de final

O torcedor brasileiro certamente gostaria de riscar o dia 5 de julho do calendário futebolístco. A partir deste domingo (5), a data que já carregava o trauma da eliminação para a Itália em 1982 passa a marcar, da mesma forma, o adeus precoce ao sonho do hexacampeonato mundial. Dessa maneira, a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), sepultou os planos da Seleção Brasileira nas oitavas de final da competição.

A Manutenção de Tabus Históricos e a Estrela de Haaland

O revés em solo norte-americano mantém, infelizmente, dois incômodos tabus para o futebol nacional. O Brasil não supera um rival europeu em partidas eliminatórias de Mundial desde a final de 2002, quando bateu a Alemanha no Japão. Além disso, a Noruega consolida-se como o único país que a Seleção Brasileira jamais venceu na história, somando agora três derrotas e dois empates.

A grande estrela do time escandinavo, Erling Haaland, exibiu mais uma vez o seu faro de gol implacável. O centroavante balançou as redes duas vezes no segundo tempo, alcançando, portanto, sete gols na Copa do Mundo de 2026. Dessa forma, o craque nórdico igualou-se a Kylian Mbappé e Lionel Messi na artilharia do torneio, carimbando a vaga de seu país para as quartas de final, onde enfrentará o vencedor de Inglaterra e México.

Erros Técnicos e Pênalti Desperdiçado na Etapa Inicial

O técnico Carlo Ancelotti escalou Gabriel Martinelli na vaga de Lucas Paquetá, que desfalcou o time por causa de uma lesão na coxa. A Noruega iniciou o confronto propondo o jogo e chegou a balançar as redes aos dois minutos com Patrick Berg, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento. O Brasil respondeu aos nove minutos, quando o zagueiro Kristoffer Ajer derrubou Matheus Cunha dentro da área. O volante Bruno Guimarães cobrou a penalidade máxima, consequentemente, facilitando a defesa do goleiro Orjan Nyland com um chute à meia altura.

A Seleção Brasileira adensou as suas linhas de marcação para evitar o temido jogo aéreo escandinavo e apostou na velocidade dos contra-ataques. Nesse sentido, Vinícius Júnior e Gabriel Martinelli criaram oportunidades cristalinas de gol pelas pontas, exigindo grandes intervenções do goleiro norueguês. No entanto, o ataque brasileiro pecou severamente pela falta de efetividade nas finalizações, permitindo que a Noruega reconstruísse as suas jogadas com tranquilidade antes do intervalo.

O Castigo no Segundo Tempo e o Gol de Neymar

O cenário de desperdício técnico repetiu-se no segundo tempo, obrigando Ancelotti a promover a entrada do jovem Endrick. O atacante recebeu um belo lançamento de Vinícius Júnior aos 13 minutos, mas finalizou para fora na saída do goleiro. O comandante brasileiro colocou, além disso, o atacante Neymar e o volante Danilo Santos em campo para oxigenar o setor ofensivo. As chances perdidas ao longo do duelo custaram caro, assim sendo, armando o cenário para o brilho do artilheiro do Manchester City.

Aos 34 minutos, o meia Andreas Schjelderup cruzou com precisão para Haaland, que superou Gabriel Magalhães pelo alto e abriu o placar de cabeça. Como se não bastasse o baque, o astro norueguês marcou o segundo gol aos 44 minutos, batendo rasteiro e forte no canto esquerdo de Alisson após um contragolpe fulminante. No último lance dos acréscimos, o árbitro assinalou um novo pênalti a favor do Brasil após uma cotovelada em Casemiro. Neymar cobrou com categoria e diminuiu o placar, registrando, em suma, aquele que pode ter sido o seu último gol em Copas do Mundo. Logo, o sonho do hexa fica adiado para o ano de 2030.

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