• 13 julho, 2026

Saúde Pública: Campo Grande capacita profissionais da rede municipal contra novos sorotipos de dengue e chikungunya

Com a circulação de novos sorotipos da dengue no país e o avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul, a Prefeitura de Campo Grande antecipou a preparação dos profissionais da Rede Municipal de Saúde. O objetivo central foca no combate ostensivo ao período de maior transmissão das arboviroses, o qual ocorre tradicionalmente durante o verão. Dessa maneira, a estratégia aposta na atualização técnica contínua das equipes para fortalecer o diagnóstico precoce, o manejo clínico adequado e a resposta ágil da rede pública.

2ª Oficina Arboviroses em Foco e Alerta do Ministério da Saúde

A capacitação ocorreu na última terça-feira (7), durante a 2ª Oficina “Arboviroses em Foco”, organizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde e Ambiente. O evento reuniu gestores, médicos e especialistas no auditório do Sebrae-MS. Nesse sentido, a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lhado, destacou que a qualificação preventiva se faz indispensável, citando, por exemplo, a recente situação de emergência enfrentada pelo município de Dourados com a expansão da chikungunya.

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Daniel Garkauskas Ramos, participou do encontro e ressaltou que a organização antecipada reduz drasticamente os impactos das epidemias. Portanto, o alerta ganha ainda mais relevância devido ao retorno do sorotipo 3 da dengue, o qual voltou a registrar transmissão significativa no território nacional após anos sem ampla circulação. Com efeito, o especialista alertou que grande parte da população continua suscetível a essa variação viral, exigindo, dessa forma, respostas rápidas das secretarias locais.

Manejo Clínico e Protocolos da Fiocruz

Durante a oficina, técnicos e palestrantes apresentaram o panorama epidemiológico atual de Campo Grande e abordaram temas cruciais sobre a vigilância estratégica e a proteção de populações vulneráveis. O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rivaldo Venâncio da Cunha, enfatizou que a observação médica rigorosa evita o agravamento dos quadros clínicos. Assim sendo, o especialista orientou que pacientes idosos com suspeita de dengue permaneçam em observação nos prontos-socorros durante os plantões noturnos, prevenindo, por conseguinte, complicações no regresso para casa.

O médico destacou ainda que a conduta clínica deve ponderar tanto os sintomas físicos quanto as condições sociais do paciente. Além disso, sinais de alarme como dor abdominal, alterações respiratórias e manifestações hemorrágicas exigem atenção dobrada na presença de comorbidades como o diabetes. Por sua vez, a médica Luiza Ribeiro Sebben, atuante na Unidade de Saúde da Família do Bairro São Francisco, reforçou que a atualização constante permite acompanhar as estatísticas epidemiológicas e oferecer um atendimento humanizado e eficiente à população.

Integração do SUS e Proteção Comunitária

O investimento permanente na capacitação das equipes consolida, em suma, o compromisso da capital sul-mato-grossense com a prevenção de surtos e a segurança sanitária. Afinal, a atuação conjunta entre o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual e a Sesau fortalece a estrutura operacional do Sistema Único de Saúde (SUS). Logo, o planejamento feito com antecedência garante que os postos de saúde e prontos-socorros enfrentem os meses de alta temperatura com total preparo técnico e agilidade no atendimento ao cidadão.

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