
- 12 março, 2026
Baixo Pantanal de MS zera óbitos maternos e reduz mortalidade infantil
A Região do Baixo Pantanal, em Mato Grosso do Sul, alcançou um resultado histórico na área da saúde pública. Recentemente, o levantamento do 3º RDQA (Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior) de 2025 confirmou que a região zerou os óbitos maternos no período analisado.
Além disso, os dados também apontam redução na taxa de mortalidade infantil, o que reforça uma tendência de melhora nos indicadores de saúde materno-infantil.
De modo geral, esses resultados refletem o fortalecimento da rede de cuidado regional, especialmente por meio das estratégias do PlanificaSUS, iniciativa que reorganiza fluxos de atendimento e qualifica a assistência dentro do Sistema Único de Saúde.
Região reúne 12 municípios e mais de 245 mil habitantes
A Região do Baixo Pantanal integra a Macrorregião Centro de Mato Grosso do Sul e reúne 12 municípios.
Entre eles estão:
Anastácio
Aquidauana
Bela Vista
Bodoquena
Bonito
Caracol
Dois Irmãos do Buriti
Guia Lopes da Laguna
Jardim
Maracaju
Nioaque
Porto Murtinho
Ao todo, esses municípios concentram mais de 245 mil habitantes, conforme dados do Plano Diretor de Regionalização do Estado.
Fortalecimento da atenção primária foi decisivo
Segundo a secretária-adjunta de Saúde de Mato Grosso do Sul, Crhistinne Maymone, o resultado demonstra, de forma clara, a importância da atuação integrada entre Estado e municípios.
De acordo com ela, zerar o óbito materno em uma região inteira mostra que a rede de saúde está funcionando de maneira organizada.
“Zerar o óbito materno em uma região demonstra que a rede está funcionando, com pré-natal qualificado, identificação de risco em tempo oportuno e fluxo assistencial organizado”, destacou.
Além disso, o avanço reforça o papel fundamental da Atenção Primária à Saúde (APS), que acompanha gestantes desde o início da gravidez e articula o atendimento com outros níveis da rede.
Mortalidade infantil também apresenta redução
Paralelamente ao avanço na saúde materna, a região também registrou queda na mortalidade infantil.
Esse resultado ocorre, sobretudo, por causa de investimentos em:
acompanhamento pré-natal mais qualificado
capacitação das equipes de saúde
ampliação do acesso aos serviços especializados
monitoramento permanente dos indicadores
Dessa forma, o acompanhamento contínuo permite identificar rapidamente situações de risco e, consequentemente, garantir intervenções oportunas.
Primeiros dias de vida exigem atenção especial
Mesmo com os avanços, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) mantém atenção especial ao período neonatal.
Isso porque os dados indicam que 44% dos óbitos infantis acontecem entre 0 e 6 dias de vida, fase considerada extremamente sensível para a sobrevivência dos recém-nascidos.
Por esse motivo, o governo estadual tem direcionado esforços para ampliar o diagnóstico precoce e melhorar a assistência especializada logo após o nascimento.
Triagem neonatal e diagnóstico precoce são prioridades
A coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, explica que os avanços alcançados são importantes, mas exigem continuidade nas políticas públicas.
“Os avanços mostram que estamos no caminho certo. Entretanto, os óbitos por anomalias congênitas exigem atenção permanente. Precisamos ampliar o diagnóstico precoce, especialmente das cardiopatias congênitas, e fortalecer a triagem neonatal”, afirmou.
Nesse sentido, uma das prioridades da gestão estadual é fortalecer o diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas, que figuram entre as principais causas de morte neonatal.
Estratégia busca reduzir óbitos evitáveis
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde tem intensificado ações para fortalecer diferentes etapas da linha de cuidado materno-infantil.
Entre as principais estratégias estão:
ampliação da triagem neonatal
fortalecimento do diagnóstico precoce de doenças congênitas
encaminhamento mais rápido para tratamentos especializados
Consequentemente, essas medidas contribuem para reduzir óbitos evitáveis e ampliar a qualidade do atendimento oferecido às gestantes e aos recém-nascidos.
Assim, os resultados obtidos na região do Baixo Pantanal demonstram que investimentos contínuos na rede de saúde, aliados à organização dos serviços e ao acompanhamento qualificado das gestantes, podem gerar avanços concretos nos indicadores de saúde pública.
Agência de Notícias-MS.












