• 11 julho, 2026

Combate à Fraude: Polícia Federal deflagra operação contra desvios de R$ 100 milhões no INSS na Bahia

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (9), uma operação de grande escala contra fraudes previdenciárias no estado da Bahia. A ação ocorreu em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) com o objetivo de desarticular um esquema criminoso especializado na concessão irregular de benefícios para segurados especiais indígenas. Dessa maneira, as equipes policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão nos municípios baianos de Eunápolis e Porto Seguro, localizados na região sul do estado.

Servidores Afastados e Desdobramento da Investigação

A Justiça Federal determinou, por exemplo, o afastamento imediato de dois servidores públicos que participavam ativamente das falsificações documentais. Os mandados executados nesta semana configuram, portanto, um desdobramento direto da Operação Monã. Com efeito, os investigadores apuram o uso sistemático de declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas para enganar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os criminosos focavam as fraudes na obtenção de aposentadorias rurais, salários-maternidade e diversos outros pagamentos previdenciários de caráter assistencial. Vale ressaltar ainda que o grupo utilizava esses mesmos cadastros ilícitos para contratar empréstimos consignados em nome dos falsos beneficiários. Consequentemente, os golpistas multiplicavam os lucros da organização criminosa enquanto lesavam o sistema bancário e a autarquia federal.

Bloqueio de Bens e Prejuízo Milionário

A Polícia Federal informou que, por determinação judicial, o Banco Central autorizou o bloqueio superior a R$ 1,5 milhão nas contas bancárias dos principais investigados. Os agentes também realizaram o sequestro de um veículo de luxo. Dessa forma, o Poder Judiciário busca assegurar o ressarcimento futuro dos prejuízos provocados e impedir, assim, a continuidade das atividades financeiras da quadrilha na Bahia.

As auditorias internas apontam que o golpe contra a previdência social pode ter causado um rombo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos. Nesse contexto, os alvos da operação responderão por uma série de crimes graves na esfera federal. Assim sendo, a lista de delitos inclui associação criminosa, estelionato previdenciário, além de corrupção ativa e passiva devido à participação dos funcionários públicos no esquema.

Rigor na Concessão de Benefícios

As ações integradas entre a PF e a CGU demonstram, em suma, a importância de auditorias permanentes nos bancos de dados do governo federal. Afinal, o desvio de recursos destinados a povos tradicionais prejudica justamente as famílias vulneráveis que dependem do amparo da Previdência Social. Logo, o desfecho desta fase da Operação Monã manda um recado claro ao mercado de que os sistemas de controle estão cada vez mais eficientes para detectar e estancar fraudes bilionárias.

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