• 12 julho, 2026

Economia: Dólar cai ao menor nível em três semanas e Ibovespa avança com alívio no cenário externo

O mercado financeiro global registrou um forte alívio nas tensões geopolíticas internacionais nesta quinta-feira (9). Dessa maneira, o dólar comercial fechou em queda e atingiu o menor valor de cotação das últimas três semanas. A bolsa de valores brasileira, nesse sentido, interrompeu a sequência negativa recente e fechou em alta firme, enquanto o preço do petróleo recuou mais de 2% no cenário internacional. Esses três mercados refletiram, com efeito, a melhora significativa do apetite global por risco entre os investidores, os quais apostam que os conflitos no Oriente Médio não se prolongarão.

O Recuo do Dólar e o Cenário Cambial

A moeda estadunidense à vista encerrou o pregão cotada a R$ 5,123, apresentando uma desvalorização de 0,5%. Portanto, esse resultado representa o menor valor de fechamento registrado desde o dia 17 de junho. A divisa acumula, dessa forma, uma queda expressiva de 6,65% no decorrer do ano de 2026. A moeda acompanhou o movimento de desvalorização visto no exterior, onde perdeu força contra o euro, o iene e outras divisas emergentes importantes, como o peso chileno, o peso colombiano e o rand sul-africano.

O mercado de câmbio funcionou normalmente no país, embora o feriado da Revolução Constitucionalista no estado de São Paulo tenha reduzido o volume total de negócios. Durante o dia, a divisa norte-americana operou em forte oscilação, atingindo a máxima de R$ 5,156 pela manhã e tocando a mínima de R$ 5,1129 na parte da tarde. O índice DXY, que mede o desempenho internacional do dólar perante uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,08%, situando-se, consequentemente, nos 100,940 pontos.

Reação do Ibovespa e Atração de Riscos

O principal índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) interrompeu três sessões consecutivas de perdas e fechou com uma valorização de 1,22%, alcançando os 172.742,12 pontos. Assim sendo, o desempenho doméstico acompanhou de perto o avanço das bolsas de Nova York. Esse cenário positivo reduziu, além disso, os prêmios de risco macroeconômicos e contribuiu diretamente para o fechamento da curva de juros futuros no Brasil.

As estatísticas mensais revelam que o Ibovespa ainda acumula uma retração de 0,76% na semana, todavia, o índice avança 0,42% no acumulado de julho. O rendimento consolidado da bolsa de valores atinge, por sua vez, uma expressiva alta de 7,21% no ano de 2026. Logo, o movimento desta quinta-feira devolveu o otimismo aos operadores e sinalizou uma forte resiliência do mercado de ações local.

Queda no Preço Internacional do Petróleo

O preço do barril de petróleo devolveu parte dos ganhos recentes logo após atingir o patamar mais alto em duas semanas. O tipo Brent, que serve de referência internacional para o mercado, recuou 2,2% e encerrou o dia cotado a US$ 76,30. O tipo WTI, negociado no Texas, caiu 2%, comercializado, assim, a US$ 72,08. Essa correção de preços ocorreu, por outro lado, mesmo com a continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã e com as ameaças ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio global da commodity.

Os investidores decidiram retirar parte do prêmio de risco geopolítico devido aos novos relatos sobre esforços diplomáticos entre Washington e Teerã. Por isso, diminuiu drasticamente o temor de uma interrupção prolongada no fornecimento mundial de energia. O mercado internacional de commodities acalmou-se, em suma, permitindo que a cotação do óleo bruto se estabilizasse em níveis mais baixos.

Afinal, as sinalizações de diálogo no Oriente Médio neutralizaram rapidamente as pressões inflacionárias globais. Logo, a combinação de dólar em queda e bolsa em alta renova o fôlego da economia brasileira diante dos desafios externos.

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