• 11 agosto, 2026

Economia Local: Feiras livres movimentam bairros e geram renda para milhares de famílias em Campo Grande

As feiras livres de Campo Grande representam muito mais do que pontos de venda de frutas, verduras e alimentos frescos espalhados pelas regiões urbanas. Dessa maneira, o vai e vem dos consumidores, o aroma do pastel e o diálogo entre trabalhadores e clientes mantêm viva uma tradição histórica. Nesse sentido, esses espaços abastecem as comunidades locais e dinamizam a economia da capital sul-mato-grossense.

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Abastecimento, Empreendedorismo e Agricultura Familiar

As bancas instaladas nos bairros servem como importante fonte de renda familiar e porta de entrada para pequenos empreendedores e produtores rurais. Com efeito, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) contabiliza 1.004 feirantes cadastrados no município. Portanto, o setor mobiliza cerca de 2.500 trabalhadores diretos e indiretos, abrangendo auxiliares, transportadores e fornecedores.

O secretário da Semades, Ademar Silva Junior, pontuou que o comércio feirante aproxima quem produz de quem consome, fortalecendo a economia de bairro. Além disso, trabalhadores veteranos como Wilson Gonçalves, que cultiva e vende mexericas ponkan há mais de quatro décadas, destacam o valor social da atividade. Consequentemente, o contato direto com a população garante a entrega diária de alimentos colhidos na zona rural.

O feirante Aparecido Moraes, de 65 anos, produz temperos artesanais e ervas medicinais socados no pilão, consolidando laços de confiança com a freguesia. Dessa forma, a busca por itens naturais atrai clientes fiéis que preferem o atendimento personalizado em vez das grandes redes de supermercados. Por sua vez, feirantes como Yutaca Kudo relatam que a rotina exige adaptação diária para lidar com as variações de movimento ao longo da semana.

Moradores da capital também ajustam a sua rotina para prestigiar os produtores regionais. Por exemplo, o aposentado André da Silva, de 84 anos, pedala semanalmente até a Feira do Coophavilla para garantir hortaliças e milho fresco. Assim sendo, a preferência do público idoso e das famílias dos bairros mantém o setor aquecido frente à concorrência do varejo tradicional.

Cadeia Produtiva e Regulamentação Municipal

A maior feira livre da capital funciona no bairro Moreninhas, reunindo aproximadamente 460 comerciantes e consolidando-se como polo de abastecimento populacional. Por outro lado, o funcionamento e o licenciamento de todas as bancas obedecem às diretrizes da Lei Complementar nº 223, de 8 de janeiro de 2014. Dessa maneira, a Semades realiza o recadastramento periódico dos permissionários e a organização dos espaços públicos.

Os cidadãos interessados em ingressar na atividade devem protocolar o pedido de vaga presencialmente na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). Em suma, a prefeitura analisa os requerimentos conforme a disponibilidade de pontos e o cumprimento dos critérios técnicos exigidos na legislação. Logo, o incentivo às feiras livres preserva a identidade cultural da cidade, gerando empregos e impulsionando o desenvolvimento sustentável em Campo Grande.

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