• 10 agosto, 2026

Educação e Equidade Racial: Jovens negros do Rio e da Bahia recebem bolsas para estudar no exterior

O Fundo Baobá para a Equidade Racial anunciou a seleção de três estudantes negros para o programa Black STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Dessa maneira, os jovens Caio Ramos, Quezia Fernanda e João Vitor receberão um auxílio de R$ 42 mil cada para custear suas despesas de permanência em universidades de prestígio internacional. Nesse sentido, a iniciativa visa garantir que os alunos consigam se manter em ambientes de excelência acadêmica nos Emirados Árabes Unidos, na Espanha e nos Estados Unidos.

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Trajetórias de Superação e Escolhas Acadêmicas

Caio Ramos, de 23 anos, morador de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, cursará Design no Dubai Institute of Design and Innovation (Didi). Com efeito, o estudante superou grandes desafios durante a pandemia, quando precisou trabalhar para ajudar na renda familiar após o diagnóstico de doenças degenerativas do pai. Portanto, o ingresso no programa representa não apenas uma conquista pessoal, mas também um marco de representatividade para outros jovens periféricos.

Por sua vez, a estudante Quezia Fernanda, de 19 anos, natural de Rio das Ostras (RJ), ingressará no curso de Engenharia Elétrica na Universidade de Jaén, na Espanha. Além disso, a jovem formou-se no ensino médio técnico em automação industrial pelo Instituto Federal Fluminense. Consequentemente, a sua meta acadêmica envolve o aprofundamento em energias renováveis e sustentabilidade para impactar o setor energético no futuro.

O terceiro selecionado, João Vitor, é natural de Cruz das Almas, na Bahia, e estudará Ciência da Computação na Northwestern University, nos Estados Unidos. Dessa forma, o jovem baiano levará para o ambiente acadêmico norte-americano a bagagem cultural e o aprendizado vivenciado junto às lideranças quilombolas do Recôncavo Baiano.

Suporte Psicológico e Rede de Apoio à Permanência

O programa do Fundo Baobá vai além do apoio financeiro para moradia, transporte, alimentação e material didático. Assim sendo, a instituição oferece mentorias de carreira, workshops, conexões com lideranças negras e acompanhamento psicológico contínuo durante toda a graduação. Por exemplo, essas ferramentas ajudam a mitigar os impactos do isolamento e do distanciamento familiar vivenciados pelos bolsistas.

O diretor-executivo do Fundo Baobá, Giovanni Harvey, enfatizou que o fortalecimento da saúde mental e a criação de uma rede de suporte estruturada são fundamentais para o sucesso dos alunos fora do Brasil. Em suma, a atuação do Fundo Baobá demonstra que a combinação entre investimento financeiro e apoio emocional viabiliza a ocupação de espaços globais por talentos negros. Logo, a iniciativa consolida um caminho concreto para a promoção da igualdade de oportunidades e o desenvolvimento científico no país.

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