
Mercado Financeiro: Dólar recua para R$ 5,07 e fecha no menor nível em um mês com alta do petróleo
O dólar comercial voltou a operar em queda nesta terça-feira (21) e fechou cotado a R$ 5,073, atingindo, dessa maneira, o menor patamar de encerramento desde o dia 15 de junho. As altas taxas de juros no Brasil e a valorização do petróleo no mercado internacional impulsionaram, nesse sentido, a moeda brasileira ao longo de toda a sessão. Por outro lado, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) encerrou o dia em leve baixa de 0,03%, acumulando, assim sendo, o seu quinto recuo consecutivo.
Fatores de Valorização do Real e Cenário do Petróleo
A commodity energética avançou pelo terceiro dia seguido no cenário exterior por causa do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Com efeito, essa valorização favoreceu os países exportadores de matérias-primas, mantendo o real entre os melhores desempenhos entre as moedas emergentes. As altas taxas de juros domésticas continuam atraindo, além disso, capitais estrangeiros por meio de operações de carry trade, aproveitando a diferença entre os rendimentos no Brasil e no exterior.
As cotações do dólar registraram as seguintes variações ao término dos negócios:
Dólar à vista: Recuo de 0,31%, cotado a R$ 5,073.
Desempenho acumulado: Queda de 0,73% na semana, recuo de 1,73% no mês e retração de 7,57% no ano.
Índice Ibovespa: Leve variação negativa de 0,03%, alcançando 173.325,65 pontos.
Petróleo Brent: Elevação de 2%, negociado a US$ 91,01 o barril.
Petróleo WTI: Alta de 2,25%, cotado a US$ 84,34 o barril.
O real apresentou, consequentemente, o segundo melhor desempenho do dia entre as divisas emergentes, ficando atrás apenas do peso colombiano.
Desempenho do Ibovespa e Ações da Petrobras
O Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos durante todo o pregão, mantendo, portanto, uma liquidez reduzida com giro financeiro de R$ 17,9 bilhões. As ações da Petrobras acompanharam o movimento de alta do petróleo e evitaram, dessa forma, uma queda mais expressiva do índice acionário. Os papéis ordinários da estatal subiram 1,43%, enquanto as ações preferenciais valorizaram-se 1,24% ao longo do dia.
O mercado brasileiro voltou a destoar das bolsas de Nova York, que fecharam em alta impulsionadas pelo setor de tecnologia. Por sua vez, os investidores locais mantiveram a cautela devido às incertezas geopolíticas e ao volume reduzido de operações.
Tensões no Oriente Médio e Prêmios de Risco
As ameaças do grupo rebelde Houthi à navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb continuam pressionando a oferta global do produto, visto que a rota é vital para o comércio marítimo. As recentes ofensivas entre Estados Unidos e Irã mantêm o mercado em alerta, elevado, por exemplo, o prêmio de risco dos contratos futuros.
Em suma, a alta das commodities energéticas funcionou como um escudo temporário para a moeda brasileira diante das turbulências internacionais. Afinal, o diferencial de juros atrai recursos para o país e sustenta o fortalecimento do real. Logo, os agentes econômicos permanecerão atentos ao desdobramento dos conflitos no exterior e aos próximos indicadores de inflação.












