• 19 março, 2026

MPRJ cobra uso adequado de câmeras corporais pelas polícias do Rio

Diante de falhas recorrentes no uso de câmeras corporais por agentes de segurança pública, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro decidiu agir.

Nesta semana, o órgão enviou recomendações às secretarias responsáveis pelas polícias Civil e Militar, além da Secretaria de Segurança Pública, para garantir o uso adequado das câmeras operacionais portáteis (COPs) durante operações.

Investigações motivaram a recomendação

As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública levaram à adoção das medidas.

O grupo analisou a Operação Contenção, realizada em outubro de 2025, nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 122 mortes.

A partir disso, o Ministério Público identificou falhas graves no uso e na gestão dos equipamentos.

Ministério Público aciona STF

O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campo Moreira, também encaminhou os documentos ao Supremo Tribunal Federal.

A ação ocorre dentro da ADPF 635 e reforça o papel do Ministério Público no controle da atividade policial.

Caso recente evidencia falhas

Um caso recente reforçou ainda mais a preocupação.

Na segunda-feira (16), o GAESP solicitou informações à Polícia Militar sobre a ocorrência que resultou na morte da médica Andrea Marins Dias, em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro.

No entanto, os três policiais envolvidos estavam com as câmeras sem bateria. Por isso, não houve gravação da ação.

Isso compromete diretamente a transparência e dificulta a apuração dos fatos.

Falhas operacionais se repetem

Durante as investigações, o Ministério Público identificou problemas recorrentes.

Entre os principais, estão:

  • policiais que não utilizaram câmeras

  • equipes sem equipamentos funcionando

  • operações iniciadas com baterias descarregadas

  • falta de baterias extras

  • ausência de planejamento na distribuição dos dispositivos

Esses pontos mostram falhas de gestão e execução.

MPRJ define como as câmeras devem ser usadas

Diante desse cenário, o MPRJ orientou mudanças práticas.

No caso da Polícia Civil, por exemplo, o órgão determinou o uso das câmeras em:

  • ações ostensivas

  • operações policiais

  • controle de distúrbios civis

  • reintegrações de posse

  • cumprimento de mandados judiciais

Além disso, reforçou que os agentes devem manter os equipamentos ativos durante toda a operação.

Transparência e segurança são prioridades

Com essas medidas, o Ministério Público busca aumentar a transparência e fortalecer o controle das ações policiais.

Ao mesmo tempo, a iniciativa protege tanto os agentes quanto a população e melhora a qualidade das investigações.

Fiscalização será contínua

Por fim, o MPRJ reafirma seu papel de fiscalização.

Além disso, deixa claro que o uso correto da tecnologia não é opcional, mas essencial para garantir legalidade, eficiência e confiança nas operações policiais.

Frase-Chave: O uso das câmeras.

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