
Origens e História da Capoterapia: Como Surgiu e Evoluiu Essa Prática
A capoterapia adapta os movimentos da capoeira para fins terapêuticos, atendendo especialmente o público da terceira idade. Essa prática surgiu no Brasil e logo se expandiu pelo país, promovendo saúde, inclusão e bem-estar. Para entender melhor sua origem e evolução, conversamos com Alessandro Riquelme.
O que é a Capoterapia?
A capoterapia transforma a capoeira em uma atividade terapêutica e acessível. “Criamos essa prática para oferecer uma opção segura e prazerosa de atividade física, especialmente para pessoas acima dos 50 anos. Diferente da capoeira tradicional, a capoterapia acontece sem combates e utiliza movimentos suaves e adaptados”, explica Alessandro Riquelme.
A principal diferença em relação à capoeira convencional está no ritmo dos exercícios, conduzidos com menor intensidade para respeitar os limites de cada praticante. Além disso, a música e a interação social tornam a prática mais envolvente, proporcionando benefícios físicos e emocionais.
Os movimentos são inspirados nos golpes tradicionais da capoeira, mas adaptados para garantir segurança e conforto. O ritmo da atividade é conduzido ao som de palmas e canções típicas, estimulando a coordenação motora e o senso de comunidade. Dessa forma, a capoterapia também se destaca como um importante instrumento de inclusão e interação social.
Como Surgiu a Capoterapia?
Mestre Gilvan idealizou a capoterapia nos anos 1990, em Brasília. Ele percebeu que a capoeira poderia beneficiar idosos e pessoas com mobilidade reduzida, melhorando sua coordenação motora, flexibilidade e autoestima. Assim, surgiu a ideia de adaptar os movimentos e criar um ambiente seguro para esse público.
“A capoterapia nasceu para incluir mais pessoas nos benefícios da capoeira. Ela se tornou uma ferramenta poderosa de saúde e integração social”, reforça Alessandro.
No início, a capoterapia acontecia em pequenos grupos, mas rapidamente se expandiu para instituições de saúde, associações de idosos e espaços comunitários. O impacto positivo da atividade chamou a atenção de profissionais da saúde, que passaram a recomendá-la como complemento a tratamentos físicos e psicológicos.
Como a Capoterapia Evoluiu?
Desde sua criação, a capoterapia alcançou diversas cidades brasileiras. Atualmente, muitos grupos praticam essa atividade em centros comunitários, unidades de saúde e academias. Em Campo Grande/MS, a participação cresce a cada ano.
“O impacto na saúde é visível. Muitos relatam mais disposição, menos estresse e mais socialização”, comenta Alessandro. Além disso, a prática contribui para o fortalecimento da cultura brasileira, mantendo viva a tradição da capoeira, mesmo que de forma adaptada.
Hoje, a capoterapia é reconhecida como uma atividade terapêutica essencial. Instituições de saúde pública adotaram essa prática para promover o envelhecimento ativo e melhorar a qualidade de vida da população. Dessa forma, mais pessoas têm acesso a uma atividade segura e prazerosa.
Quais São os Benefícios da Capoterapia?
Os praticantes percebem diversas melhorias, como:
- Mais flexibilidade e mobilidade, favorecendo a independência diária;
- Fortalecimento muscular e melhor coordenação motora, reduzindo riscos de quedas;
- Menos estresse e mais autoestima, proporcionando bem-estar emocional;
- Aumento do convívio social e inclusão, promovendo um ambiente acolhedor;
- Melhora da capacidade cardiorrespiratória, contribuindo para a saúde do coração;
- Estímulo cognitivo, com música e repetição de movimentos que auxiliam a memória e a concentração.
“A capoterapia vai além da atividade física. Ela resgata a autoestima e melhora a qualidade de vida. Muitos chegam desanimados e, com o tempo, percebem uma grande transformação no corpo e na mente”, destaca Alessandro.
Outro aspecto importante é a acessibilidade dessa prática. Sem necessidade de equipamentos específicos, pode ser realizada em qualquer espaço e atende pessoas com diferentes condições físicas, ampliando ainda mais seu impacto positivo.
O Que Esperar do Futuro da Capoterapia?
Com o crescente interesse pela qualidade de vida na terceira idade, a capoterapia tende a se expandir ainda mais. Novas metodologias surgem para tornar a prática mais acessível. Em Campo Grande/MS, o número de praticantes aumenta a cada ano.
“Nosso objetivo é alcançar mais pessoas e mostrar que a atividade física pode ser prazerosa e acessível para todos”, conclui Alessandro.
A tendência é que a capoterapia continue transformando vidas e proporcionando bem-estar a um número crescente de participantes. Com o apoio de profissionais da saúde e iniciativas governamentais, a prática pode se tornar ainda mais presente no dia a dia da população, promovendo um envelhecimento ativo e saudável.
Com o avanço da tecnologia e novas abordagens na saúde, espera-se que a capoterapia ganhe ainda mais reconhecimento e apoio. Pesquisas já demonstram que a prática pode ser um grande aliado na prevenção de doenças crônicas, no fortalecimento da saúde mental e no bem-estar geral dos idosos. O futuro da capoterapia é promissor, com mais espaços sendo criados para sua prática e um número cada vez maior de adeptos colhendo seus benefícios. A divulgação e conscientização sobre seus benefícios podem contribuir para uma adesão ainda maior, tornando a capoterapia uma ferramenta essencial para o bem-estar da terceira idade.
Além disso, novas parcerias com profissionais de diversas áreas da saúde podem trazer ainda mais respaldo científico para a capoterapia. Isso permitirá que a prática seja cada vez mais integrada a programas de promoção da saúde, ampliando seu alcance e impacto positivo na vida de muitas pessoas.