• 15 março, 2026

Para preservar o Pantanal, programa PSA Brigadas já destinou mais de R$ 6,1 milhões a projetos sustentáveis

Para fortalecer a preservação do Pantanal — considerada a maior planície alagável do mundo — o Governo de Mato Grosso do Sul já destinou aproximadamente R$ 6,1 milhões a projetos ambientais dentro do programa PSA Bioma Pantanal.

Além disso, a iniciativa, considerada pioneira no Brasil, incentiva a conservação da vegetação nativa, a proteção da fauna silvestre, a restauração ecológica e o fortalecimento das comunidades tradicionais que vivem no bioma.

Nesse contexto, o recurso financiou 13 projetos desenvolvidos por sete organizações não governamentais, que executam ações voltadas ao desenvolvimento sustentável e à melhoria da qualidade de vida das populações locais por meio do subprograma PSA Brigadas.

Projetos fortalecem brigadas e proteção da fauna

Entre as instituições contempladas está o Instituto do Homem Pantaneiro, que recebeu mais de R$ 1,4 milhão para executar três projetos estratégicos.

As iniciativas incluem:

  • resgate técnico de animais silvestres

  • comunicação integrada de conservação ambiental

  • manutenção e ampliação do Sistema Pantera

  • fortalecimento da brigada Alto Pantanal

Essas ações concentram-se especialmente na região da Serra do Amolar, área considerada estratégica para a preservação ambiental e para a prevenção de incêndios florestais.

Segundo o diretor-presidente do instituto, Ângelo Rabelo, o programa representa um avanço importante na política ambiental.

“A iniciativa do governo tem grande mérito por criar um programa de pagamento por serviços ambientais voltado à proteção do bioma. Isso atende iniciativas como a nossa e também proprietários rurais que adotam boas práticas de conservação”, destacou.

Além disso, Rabelo ressaltou que o financiamento permitiu ampliar a atuação das brigadas ambientais na região.

Programa atua em conservação e combate a incêndios

O PSA Bioma Pantanal abrange toda a porção sul-mato-grossense do bioma e se organiza em dois subprogramas principais:

  • PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação)

  • PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas)

De acordo com a coordenadora do programa na Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Letícia Walter, os contratos atuais permanecem válidos até o final de 2026.

“O PSA Brigadas atende organizações da sociedade civil, enquanto o PSA Conservação beneficia proprietários rurais que mantêm áreas preservadas. A previsão é lançar novos editais em 2027”, explicou.

Recursos apoiam brigadas comunitárias

O PSA Brigadas apoia financeiramente projetos desenvolvidos por:

  • comunidades tradicionais

  • organizações da sociedade civil

  • brigadas voluntárias e comunitárias

  • brigadas privadas e propriedades rurais

Essas iniciativas atuam principalmente na prevenção, combate inicial a incêndios florestais e resgate de fauna silvestre.

Na primeira chamada pública, o edital recebeu 28 inscrições. Após avaliação técnica, 17 projetos foram classificados, com possibilidade de financiamento de até R$ 500 mil por iniciativa.

Até o momento, 13 projetos já receberam recursos provenientes do Fundo Clima Pantanal.

Além disso, os projetos contemplados desenvolvem ações em regiões estratégicas do bioma, como:

  • Nhecolândia

  • Nabileque

  • Serra do Amolar

  • Porto Esperança

  • Porto Rolon

  • Curva do Leque

  • Salobra

Essas ações também alcançam terras indígenas, unidades de conservação e comunidades tradicionais.

Participam da iniciativa organizações como:

  • SOS Pantanal

  • Fundação Neotrópica do Brasil

  • Universidade Católica Dom Bosco

  • Instituto Tamanduá

  • Instituto de Conservação de Animais Silvestres

  • Onçafari

Programa também valoriza propriedades preservadas

Além do apoio às brigadas ambientais, o programa também incentiva produtores rurais que preservam áreas naturais.

Em dezembro de 2025, o Governo de Mato Grosso do Sul consolidou a preservação de 126 mil hectares no Pantanal, por meio de incentivos financeiros a proprietários que mantêm vegetação nativa além das exigências legais.

Na primeira chamada do PSA Conservação, o programa recebeu 71 inscrições de imóveis rurais localizados no Pantanal.

Após análise técnica, 45 propriedades foram classificadas com base no Índice de Serviços Ambientais (ISA), instrumento que avalia critérios como:

  • conservação da vegetação

  • conectividade entre habitats

  • relevância ambiental das áreas

Novo edital abre oportunidades para projetos ambientais

Enquanto isso, o governo publicou recentemente a segunda chamada do PSA Conservação, que busca selecionar novos projetos voltados à proteção do bioma.

As propostas deverão apresentar ações relacionadas à:

  • mitigação das mudanças climáticas

  • adaptação ambiental

  • conservação da biodiversidade do Pantanal

As inscrições podem ser realizadas até 6 de abril de 2026, por meio de formulário disponibilizado pelo governo estadual.

Além disso, os projetos passarão por avaliação técnica baseada em critérios como relevância ambiental, impacto positivo para o Pantanal, viabilidade técnica e alinhamento com políticas públicas estaduais.

Assim, o programa reforça o compromisso do Estado com a proteção de um dos biomas mais importantes do planeta e com o fortalecimento das comunidades que vivem nesse território.

Comunicação do Governo-MS.

Frase-Chave: Fortalecimento das comunidades.

Veja outras notícias 

Acompanhe no instagram