• 13 março, 2026

PF prende policiais militares suspeitos de ligação com facções e milícias no Rio

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um grupo de policiais militares suspeitos de colaborar com organizações criminosas no Rio de Janeiro.

Logo nas primeiras horas da manhã, os agentes federais cumpriram mandados de prisão contra sete policiais militares investigados por envolvimento com facções criminosas e milícias.

Além disso, após a prisão, as autoridades encaminharam os suspeitos para a unidade prisional da Polícia Militar em Niterói.

Segundo a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, os policiais também responderão a processos administrativos disciplinares.

Operação cumpre mandados em várias cidades

Durante a operação, os agentes federais também cumpriram sete mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorreram em diferentes regiões do estado, entre elas:

  • Rio de Janeiro – nos bairros Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz

  • Nova Iguaçu

  • Nilópolis

Além disso, os investigadores recolheram equipamentos eletrônicos que poderão ajudar a ampliar as apurações.

STF determina afastamento dos investigados

Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal determinou o afastamento imediato dos investigados de suas funções públicas.

Além disso, a Corte autorizou a quebra de sigilo dos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação.

Para cumprir as ordens judiciais, a Polícia Federal contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Investigação aponta apoio ao crime organizado

Segundo a Polícia Federal, os policiais investigados usavam a estrutura e a autoridade do cargo público para beneficiar grupos criminosos.

De acordo com as apurações, o grupo atuava em diversas frentes, entre elas:

  • facilitação logística para tráfico e milícias

  • proteção e blindagem de criminosos

  • ocultação de recursos obtidos de forma ilícita

Assim, a investigação aponta que os agentes públicos teriam atuado diretamente para fortalecer estruturas do crime organizado.

Suspeitos responderão por vários crimes

Diante das evidências reunidas, a Polícia Federal informou que os investigados responderão por diversos crimes, entre eles:

  • organização criminosa

  • corrupção ativa e passiva

  • lavagem de dinheiro

Além disso, os investigadores analisarão todo o material apreendido durante as buscas para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Operação segue diretrizes do STF

A Operação Anomalia integra as ações da força-tarefa Missão Redentor II, criada para ampliar o combate ao crime organizado no estado.

Além disso, a iniciativa segue as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635, que trata da atuação das forças de segurança em comunidades do Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Federal, essas ações buscam fortalecer a produção de inteligência policial e enfraquecer financeiramente organizações criminosas, além de cortar possíveis conexões entre criminosos e agentes públicos.

Delegado também foi preso em operação recente

Além disso, na terça-feira (10), a Polícia Federal prendeu três policiais civis do Rio de Janeiro, incluindo um delegado titular de delegacia da capital.

Segundo as investigações, o grupo utilizava a estrutura do Estado para extorquir integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.

Além disso, os policiais também são investigados por corrupção e lavagem de dinheiro.

Agência Brasil.

Frase-Chave: Corrupção e lavagem de dinheiro.

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