• 11 março, 2026

STF inicia julgamento de deputados do PL acusados de cobrar propina em emendas parlamentares

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta terça-feira (10) o julgamento de dois deputados federais e um suplente do Partido Liberal (PL) acusados de participação em um esquema de corrupção passiva e organização criminosa ligado à liberação de emendas parlamentares.

A Primeira Turma da Corte analisará o caso em sessão marcada para às 9h, em Brasília. Além disso, o tribunal reservou outras duas sessões para dar continuidade ao julgamento: uma ainda na tarde desta terça-feira e outra na manhã de quarta-feira (11).

Parlamentares teriam cobrado propina para liberar recursos

No processo, respondem como réus os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE).

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os parlamentares teriam solicitado R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).

De acordo com a acusação, o grupo teria atuado entre janeiro e agosto de 2020. Além disso, outras cinco pessoas ligadas aos parlamentares também respondem à ação penal e serão julgadas no mesmo processo.

Primeira Turma do STF analisa o caso

O ministro Cristiano Zanin conduz a relatoria da ação. Ao lado dele, participam do julgamento os ministros:

  • Flávio Dino

  • Alexandre de Moraes

  • Cármen Lúcia

Durante as sessões, os ministros analisarão as provas apresentadas pela PGR e os argumentos das defesas. Em seguida, cada integrante da turma apresentará seu voto.

Defesas contestam acusações da PGR

Durante a tramitação do processo, as defesas dos acusados contestaram as acusações.

Os advogados do deputado Josimar Maranhãozinho afirmaram ao STF que a denúncia apresentada pela PGR é frágil e não possui fundamentação consistente.

Já a defesa do suplente Bosco Costa pediu a rejeição da denúncia por falta de provas concretas. Segundo os advogados, a acusação se baseia em diálogos de terceiros e anotações manuscritas que não teriam relação direta com o parlamentar.

Por sua vez, os advogados do deputado Pastor Gil questionaram a legalidade das provas obtidas durante a investigação. Eles argumentam que o processo deveria ter começado diretamente no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão.

Além disso, a defesa afirma que a denúncia estaria baseada em hipóteses e conjecturas, sem evidências suficientes.

Caso envolve uso de emendas parlamentares

O caso gira em torno do uso de emendas parlamentares, mecanismo que permite a deputados e senadores direcionar recursos do orçamento federal para estados e municípios.

Entretanto, segundo a Procuradoria-Geral da República, os investigados teriam condicionado a liberação desses recursos ao pagamento de vantagem indevida.

Agora, caberá ao Supremo Tribunal Federal analisar o conjunto de provas e decidir se os acusados cometeram os crimes apontados na denúncia.

Agência Brasil.

Frase-Chave: A responsabilidade criminal.

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