• 19 junho, 2026

Vigilância Sanitária: MS intensifica ações de saúde contra a malária na Rota da Celulose

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), agindo com o propósito de blindar o avanço socioeconômico regional, expandiu os treinamentos de combate à malária na Costa Leste de Mato Grosso do Sul. Em parceria direta com o Ministério da Saúde, o órgão estadual promoveu, nos dias 10 e 11 de junho, o seminário “Malária em Foco”. O evento ocorreu no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas, visando preparar as redes municipais para identificar, investigar e bloquear imediatamente qualquer foco da doença.

O Impacto Migratório na Rota da Celulose

A escolha de Três Lagoas como cidade-sede baseou-se no forte crescimento industrial da região, impulsionado, sobretudo, pelas fábricas de celulose. Esse panorama econômico atrai, por consequência, um fluxo migratório massivo de operários vindos de várias partes do Brasil, inclusive de áreas endêmicas da Região Amazônica. Diante desse cenário, os gestores públicos necessitam de ferramentas ágeis para diagnosticar casos importados antes que o parasita se espalhe na comunidade local.

Profissionais de saúde de Costa Rica, Chapadão do Sul, Inocência e Brasilândia participaram ativamente das discussões técnicas ao longo do evento. O consultor federal Ronan Rocha Coelho elogiou a iniciativa, visto que o debate dos eixos do Programa Nacional de Eliminação da Malária assegura a resposta imediata das equipes. Segundo o especialista, o treinamento das vigilâncias epidemiológicas e dos laboratórios locais neutraliza os riscos inerentes à alta mobilidade populacional.

Novas Tecnologias e Protocolos de Tratamento

O seminário destacou-se, de igual modo, ao introduzir inovações farmacológicas que elevam a segurança dos pacientes infectados. Os palestrantes abordaram a incorporação da tafenoquina associada ao teste rápido de G6PD, uma enzima vital para o sucesso da terapia médica. As equipes participaram de treinamentos práticos para dominar esses novos fluxos de atendimento, garantindo a aplicação correta dos medicamentos na rotina dos postos de saúde.

A gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, alertou que a malária exige atenção ininterrupta, mesmo em locais sem transmissão sustentada da doença. A identificação dos sintomas em tempo oportuno impede, conforme explicou a gestora, o surgimento de casos secundários em Mato Grosso do Sul. Desse modo, o Estado investe na qualificação contínua para manter o controle vetorial em alerta máximo.

Integração Governamental e Conclusão

A programação contou com a participação de cientistas do LACEN-MS, além de supervisores de endemias e tecnologistas federais. Essa soma de esforços demonstra que o combate a surtos epidemiológicos depende do alinhamento entre municípios, Estado e União. Afinal, a troca de experiências e o monitoramento em tempo real fortalecem a barreira sanitária do interior.

Mato Grosso do Sul consolida, por fim, uma rede de saúde resiliente e conectada com as transformações econômicas do seu território. Embora a Rota da Celulose traga desenvolvimento e novos moradores, o planejamento preventivo do governo assegura a preservação da saúde coletiva. Logo, a expectativa das autoridades é manter o território sul-mato-grossense totalmente livre da transmissão da malária nos próximos anos.

Veja outras notícias  

Acompanhe no instagram