• 14 março, 2026

Estado antecipa medidas para enfrentar aumento de vírus respiratórios no período de sazonalidade

Com a aproximação do período de sazonalidade dos vírus respiratórios, especialmente entre abril e julho, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul orienta os municípios a intensificarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede assistencial.

Além disso, a recomendação busca preparar o sistema de saúde para um possível aumento de casos de SG (Síndrome Gripal) e SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) durante os meses mais frios do ano.

Historicamente, nesse período ocorre maior circulação de vírus respiratórios, como:

  • Influenza

  • Vírus Sincicial Respiratório

  • Rinovírus

Além disso, embora o coronavírus responsável pela COVID-19 não apresente um padrão sazonal tão definido quanto outros vírus respiratórios, sua alta transmissibilidade, associada à intensa circulação de pessoas, pode favorecer aumentos no número de casos ao longo do ano.

Vigilância ativa e preparação antecipada

Diante desse cenário, a SES recomenda que os gestores municipais organizem, de forma antecipada, os fluxos de identificação de casos, coleta de amostras e notificação oportuna de pacientes com síndrome gripal ou síndrome respiratória grave.

Essas orientações seguem as Notas Técnicas Estaduais e o Guia de Vigilância Integrada da COVID-19, Influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública.

Além disso, a integração entre vigilância epidemiológica e equipes assistenciais é considerada fundamental para garantir atendimento e tratamento oportunos, independentemente da confirmação laboratorial.

Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o planejamento antecipado é essencial para reduzir impactos na rede de saúde.

“Nosso foco é agir antes do aumento expressivo de casos. Por isso, estamos orientando os municípios a revisarem fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado. A prevenção começa com planejamento e resposta rápida.”

Vacinação segue como principal estratégia de proteção

Ao mesmo tempo, a vacinação contra Influenza e COVID-19 continua sendo a medida mais eficaz para evitar complicações, hospitalizações e mortes associadas às doenças respiratórias.

Além disso, a imunização ajuda a reduzir a circulação viral na comunidade, protegendo principalmente grupos mais vulneráveis.

Entre os públicos prioritários estão:

  • idosos

  • crianças

  • gestantes

  • pessoas com comorbidades

De acordo com a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, ampliar a cobertura vacinal é fundamental neste momento.

“A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir casos graves. Por isso, precisamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta de vacinação atualizada.”

Monitoramento contínuo e tratamento precoce

Além das ações de prevenção, o monitoramento contínuo da circulação viral também é considerado indispensável.

Isso ocorre porque vírus respiratórios, especialmente a Influenza, possuem grande capacidade de disseminação global e podem apresentar novos subtipos ao longo do tempo.

Assim, a identificação dos agentes causadores das infecções permite avaliar como os vírus circulam na comunidade e quais grupos populacionais são mais afetados.

Segundo a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, iniciar o tratamento rapidamente é decisivo para evitar agravamentos.

“Todos os casos de SRAG e os casos de síndrome gripal associados a fatores de risco devem iniciar o antiviral o mais rápido possível, conforme os protocolos vigentes.”

Além disso, ela ressalta que não se deve aguardar a confirmação laboratorial quando há indicação clínica, pois o tempo de início do tratamento pode ser determinante para evitar casos graves e óbitos.

Estratégia preventiva busca reduzir impactos na rede

Mesmo sem registros expressivos de aumento de casos neste momento, a SES reforça que a estratégia adotada pelo Estado é preventiva.

A experiência acumulada nos últimos anos demonstra que a organização antecipada da rede de saúde contribui para reduzir impactos assistenciais e proteger a população.

Por isso, a orientação é que os municípios mantenham:

  • vigilância ativa

  • notificação oportuna de casos

  • integração entre atenção primária, urgência e hospitais

Dessa forma, o sistema de saúde poderá responder de maneira coordenada caso ocorra aumento de casos durante o período de sazonalidade dos vírus respiratórios.

Agência de Notícias-MS.

Frase-Chave: O sistema de saúde.

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