
Redução de perdas garante economia de bilhões de litros de água e amplia segurança hídrica em MS
Mato Grosso do Sul vem se consolidando, cada vez mais, como referência nacional na gestão eficiente dos recursos hídricos. Isso porque, atualmente, o Estado produz e distribui cerca de 11,7 bilhões de litros de água por mês e, além disso, economiza aproximadamente 11,76 bilhões de litros a partir da redução de perdas no sistema.
Para se ter uma ideia, esse volume equivale a cerca de 4.400 piscinas olímpicas cheias.
Eficiência e gestão estratégica
Nesse contexto, a Sanesul reafirma, especialmente no Dia Mundial da Água (22 de março), a importância da gestão técnica aliada a investimentos contínuos.
Atualmente, a estrutura operacional da companhia atende cerca de 664 mil ligações, levando água tratada à maior parte da população urbana dos 68 municípios atendidos.
Dessa forma, com o abastecimento praticamente universalizado, o foco passa a ser, principalmente, a manutenção da regularidade e o fortalecimento da segurança hídrica.
Cenário global e necessidade de ação
Ao mesmo tempo, o cenário internacional reforça a urgência do tema.
Segundo o diretor comercial e de operações da Sanesul, Madson Valente, cerca de 75% dos países enfrentam algum nível de insegurança hídrica.
Diante disso, ele destaca que a água precisa deixar de ser apenas um discurso e se tornar, de fato, uma prioridade prática, baseada em planejamento, investimento e responsabilidade coletiva.
Redução de perdas e impacto direto
Além disso, a redução de perdas no sistema de distribuição se tornou um dos principais indicadores de eficiência.
Entre 2023 e 2025, a Sanesul reduziu em 8,5% o volume desperdiçado. Como resultado, o Estado economizou aproximadamente 11,76 bilhões de litros de água — quantidade suficiente, por exemplo, para abastecer o município de Dourados por cerca de 190 dias.
Segundo Madson Valente, esse avanço não ocorreu por acaso. Pelo contrário, ele resulta de investimentos contínuos e da reinversão de recursos na melhoria dos sistemas.
Consequentemente, essa estratégia contribui não apenas para a eficiência operacional, mas também para a preservação dos mananciais e o uso racional da água.
Obras e expansão da capacidade
Paralelamente, a Sanesul mantém um conjunto de obras em andamento para ampliar a capacidade de abastecimento e reforçar a segurança hídrica em 2026.
As ações alcançam municípios estratégicos como:
- Corumbá
- Bodoquena
- Miranda
- Terenos
- Dourados
- Ponta Porã
- Naviraí
- Chapadão do Sul
- Ribas do Rio Pardo
Entre as principais intervenções estão:
- perfuração de novos poços
- ampliação de reservatórios
- modernização das redes de distribuição
Dessa maneira, o Estado se prepara tanto para atender à demanda atual quanto para acompanhar o crescimento populacional e enfrentar períodos de estiagem com maior segurança.
Participação da população
No entanto, apesar dos avanços estruturais, a segurança hídrica também depende da participação da população.
Nesse sentido, o diretor destaca a importância do uso consciente da água e da adoção de medidas simples, como a instalação de caixas d’água nos imóveis.
Isso porque, em situações pontuais — como manutenções ou falhas no fornecimento de energia —, residências sem reservatórios podem ser diretamente impactadas.
Referência nacional
Por fim, diante de um cenário global marcado por mudanças climáticas e pressão sobre os recursos naturais, Mato Grosso do Sul se posiciona como referência ao combinar:
- universalização do abastecimento
- eficiência operacional
- planejamento estratégico
Segundo Madson Valente, o desafio exige compromisso coletivo.
“A água é essencial para a vida, para os ecossistemas e para o desenvolvimento. Por isso, precisamos tratar esse tema com responsabilidade, tanto nas políticas públicas quanto nas atitudes do dia a dia”, conclui.












