• 12 abril, 2026

Brasil assume comando da Zopacas e defende Atlântico Sul livre de armas nucleares e conflitos

Com o objetivo de fortalecer a segurança regional e a sustentabilidade, o Brasil assumiu, nesta quinta-feira (9), a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas). Dessa maneira, o país lidera agora uma aliança estratégica composta por 24 nações sul-americanas e africanas. Nesse sentido, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, abriu a reunião ministerial no Rio de Janeiro com um apelo contundente pela manutenção do oceano como um espaço de cooperação, longe das rivalidades geopolíticas que assolam outras partes do globo.

Rejeição a conflitos externos e foco na economia

A princípio, o discurso brasileiro focou na neutralidade e na proteção dos interesses locais. Segundo Mauro Vieira, o mundo enfrenta atualmente o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, citando as crises em Gaza, Irã, Líbano e Ucrânia. Portanto, o ministro rejeitou veementemente a “importação” de tensões internacionais para o Atlântico Sul.

Além disso, Vieira destacou que as guerras no exterior impactam diretamente o bolso do cidadão, provocando a alta nos preços de energia e alimentos. Consequentemente, esse cenário prejudica de forma desproporcional as economias em desenvolvimento, tornando a estabilidade da Zopacas ainda mais vital para a soberania dos países membros.

Defesa, Meio Ambiente e o Santuário de Baleias

No que diz respeito às metas para o mandato de três anos, o Brasil estabeleceu prioridades claras. Atualmente, os dois grandes pilares da aliança são o compromisso com um oceano livre de armas de destruição em massa e o combate a crimes marítimos, como a pirataria e o tráfico de drogas.

No entanto, a pauta ambiental também ganhou destaque especial. Nesse contexto, o governo brasileiro anunciou a intenção de aprovar o Santuário de Baleias do Atlântico Sul ainda este ano. Da mesma forma, os países membros devem assinar hoje a Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho, que estabelece:

  • Medidas de prevenção contra danos ao ecossistema;

  • Controle rigoroso da poluição oceânica;

  • Combate à pesca ilegal e predatória.

O papel da cooperação técnica brasileira

Quanto à execução prática dessa aliança, o Brasil utiliza a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) como seu braço executor. Dessa forma, o país oferece projetos estruturantes que servem de modelo para os parceiros africanos e sul-americanos. De acordo com a embaixadora Luiza Lopes da Silva, o foco recai sobre políticas voluntárias de sucesso, como:

  • Agricultura familiar e centros de formação profissional;

  • Alimentação escolar e combate à fome;

  • Apoio a microempresas em parceria com o Sebrae.

Assim sendo, a cooperação ocorre sempre sob demanda, respeitando a soberania de cada nação. Em suma, a presidência brasileira na Zopacas busca transformar o Atlântico Sul em um corredor de desenvolvimento sustentável e paz. Afinal, como definiu o chanceler Mauro Vieira, os mares devem aproximar os povos e jamais servir de motivo para discórdia.

Frase-Chave: Brasil assume presidência da Zopacas.

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