
Força-tarefa reforça assistência em aldeias de Dourados para conter emergência de chikungunya
Com o objetivo de frear o avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Força Nacional do SUS intensificaram as ações em Dourados. Dessa maneira, a operação completa 19 dias de mobilização contínua, com foco prioritário no atendimento às comunidades indígenas e na reestruturação da rede hospitalar. Nesse sentido, o plano de contingência busca não apenas tratar os doentes, mas também otimizar o diagnóstico precoce e o controle vetorial na região.
Estratégia de atuação em duas frentes
A princípio, o trabalho das equipes foi dividido em dois pilares fundamentais para garantir uma cobertura completa. A primeira frente foca no reforço direto à linha de frente, especialmente na Reserva Indígena de Dourados, onde quatro unidades básicas de saúde concentram os atendimentos nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
Por outro lado, a segunda frente de trabalho dedica-se à reorganização dos processos internos e à qualificação técnica dos profissionais. Além disso, a estratégia inclui o treinamento de médicos tanto do SUS quanto da rede privada. Consequentemente, a rede amplia sua capacidade de manejo clínico para uma doença que ainda é considerada recente no perfil epidemiológico local.
Manejo clínico e controle do mosquito
No que diz respeito ao atendimento ao paciente, o protocolo adotado prioriza três eixos:
Identificação precoce de casos com potencial de gravidade;
Controle rigoroso da dor, sintoma mais incapacitante da doença;
Regulação ágil de leitos para os hospitais Universitário e Regional.
Da mesma forma, o combate ao vetor ocorre de maneira integrada. Em articulação com a Defesa Civil e a Marinha do Brasil, as equipes realizam a limpeza de terrenos, instalação de telas em caixas d’água e a borrifação de inseticidas biológicos. Portanto, o foco é reduzir a proliferação do mosquito sem comprometer a potabilidade da água consumida nas comunidades.
Integração interfederativa e legado para a saúde
De acordo com o diretor-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, a união entre os governos federal, estadual e municipal é inédita diante da alta positividade do vírus. Sob o mesmo ponto de vista, a secretária em exercício, Crhistinne Maymone, destaca que essa integração permite uma resposta rápida e eficaz em áreas de extrema vulnerabilidade.
Vale ressaltar ainda que o olhar das autoridades já começa a se voltar para a fase crônica da doença. Segundo a superintendente Angélica Congro, embora os casos agudos apresentem redução, o suporte de fisioterapia e reabilitação será essencial para os pacientes que seguem com sequelas.
Em suma, a atuação em Dourados vai além do atendimento imediato. Afinal, ao estruturar novos fluxos assistenciais e capacitar os profissionais, o governo estadual deixa um legado de preparação para o enfrentamento de futuras arboviroses. Assim sendo, a expectativa é que a rede de saúde saia deste período emergencial muito mais robusta e eficiente.












