• 27 abril, 2026

Saúde: Hipertensão exige mudanças de hábitos e diagnóstico precoce para evitar riscos graves

Com o objetivo de conscientizar a população sobre os perigos da pressão alta, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado neste domingo (26), reforça a importância do autocuidado. Dessa maneira, o Ministério da Saúde alerta que a doença é silenciosa e atinge não apenas idosos, mas também um número crescente de crianças e adolescentes. Nesse sentido, entender os fatores de risco e monitorar os níveis pressóricos são passos fundamentais para prevenir complicações como infartos, AVCs e insuficiência renal.

A Nova Classificação: O Que Mudou no “12 por 8”

A princípio, é necessário destacar uma mudança importante nas diretrizes médicas brasileiras. Portanto, desde setembro do ano passado, a aferição de 12 por 8 não é mais classificada como “pressão normal”, mas sim como um indicador de pré-hipertensão. Dessa forma, a Sociedade Brasileira de Cardiologia busca identificar precocemente indivíduos em risco, incentivando intervenções imediatas antes que a doença se consolide.

Vale ressaltar ainda que a pressão é considerada verdadeiramente normal apenas quando os valores estão abaixo de 12 por 8. Consequentemente, qualquer medida igual ou superior a 14 por 9 já enquadra o paciente em estágios de hipertensão que exigem acompanhamento médico rigoroso. Assim sendo, o diagnóstico precoce torna-se a ferramenta mais eficaz para evitar que o coração realize um esforço excessivo e sofra danos permanentes.

Fatores de Risco e Sintomas Silenciosos

No que diz respeito às causas, a hipertensão é hereditária em 90% dos casos, mas o estilo de vida exerce uma influência decisiva. Dessa maneira, hábitos nocivos potencializam a gravidade do quadro, destacando-se:

  • Consumo de Sódio: O uso elevado de sal é um dos principais vilões.

  • Estilo de Vida: Sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool elevam a pressão.

  • Saúde Mental: O estresse crônico impacta diretamente a saúde das artérias.

Além disso, os sintomas costumam ser traiçoeiros, surgindo apenas quando os níveis estão perigosamente altos. Assim, o paciente deve ficar atento a sinais como dores de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido e visão embaçada. Logo, como a doença raramente apresenta avisos em estágios iniciais, a recomendação é que pessoas acima de 20 anos meçam a pressão ao menos uma vez por ano.

Tratamento e Prevenção pelo SUS

Quanto ao controle da doença, o Ministério da Saúde reforça que a hipertensão não tem cura, mas pode ser perfeitamente controlada. Por conseguinte, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece medicamentos gratuitos por meio das Unidades Básicas de Saúde e do programa Farmácia Popular. De acordo com as regras vigentes, basta apresentar identidade, CPF e uma receita médica válida para retirar a medicação necessária.

Em suma, o tratamento medicamentoso deve ser sempre acompanhado de uma transformação nos hábitos cotidianos. Afinal, reduzir o sal, praticar atividades físicas e abandonar o fumo são medidas imprescindíveis para garantir a longevidade. Logo, a prevenção continua sendo o melhor caminho, transformando pequenas escolhas diárias em uma barreira protetora para o coração de todos os brasileiros.

Como prevenir a hipertensão:

  • Alimentação: Substitua o sal por temperos naturais e evite gorduras.

  • Peso: Mantenha o índice de massa corporal em níveis adequados.

  • Lazer: Priorize momentos de relaxamento para controlar o estresse.

  • Check-up: Meça sua pressão regularmente, especialmente se houver casos na família.

Frase-Chave: Prevenção e Combate à Hipertensão.

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