• 09 junho, 2026

Copa do Mundo: Espanha lidera Grupo H cercada de favoritismo e estrelas europeias

Com o objetivo de apagar o histórico de tropeços nas últimas três edições, a seleção da Espanha chega à Copa do Mundo como a grande força do Grupo H. Dessa maneira, a equipe europeia reúne astros do futebol mundial, como o jovem atacante Lamine Yamal (Barcelona), o meio-campista Rodri (Manchester City) e o zagueiro Cucurella (Chelsea). Nesse sentido, os espanhóis dividem a chave com o tradicional Uruguai, com a experiente Arábia Saudita e com a estreante seleção de Cabo Verde. Afinal, o torneio começará na próxima quinta-feira (11), com sedes compartilhadas entre Canadá, México e Estados Unidos.

O Jejum da Fúria e a Busca pelo Bicampeonato

A princípio, o atual elenco espanhol carrega a chancela de campeão da Eurocopa 2024, após derrotar a Inglaterra na final. Portanto, o grupo busca quebrar um jejum de 16 anos, já que a “Fúria” conquistou seu único título mundial na África do Sul, em 2010. Dessa forma, para alcançar o topo novamente, a comissão técnica precisa superar o histórico de quedas precoces sofridas recentemente:

  • Catar (2022) e Rússia (2018): Os espanhóis caíram de forma surpreendente nas oitavas de final.

  • Brasil (2014): A equipe decepcionou os torcedores ao cair ainda na fase de grupos.

  • A Era De La Fuente: O técnico Luis De La Fuente comanda uma excelente fase, somando cinco vitórias em seis jogos nas eliminatórias.

Vale ressaltar ainda que o entrosamento tático tornou a Espanha um time agressivo e seguro. Consequentemente, os analistas esportivos colocam o país não apenas como favorito da chave, mas como forte candidato a erguer a taça em solo norte-americano.

O Meio-Campo do Uruguai e a Luta contra as Lesões

No que diz respeito ao futebol sul-americano, o Uruguai desponta como o segundo forte concorrente às vagas do mata-mata. Dessa maneira, o técnico argentino Marcelo Bielsa quer apagar o fiasco do Mundial do Catar, onde a “Celeste” caiu na primeira fase. Nesse contexto, Bielsa estruturou sua convocação com base na criatividade do setor de meio-campo, chamando 12 atletas para a posição, incluindo Federico Valverde (Real Madrid) e Nicolás de la Cruz (Flamengo).

Além disso, o departamento médico uruguaio corre contra o tempo para recuperar peças fundamentais. Assim sendo, o meia Giorgian De Arrascaeta (Flamengo) e o lateral Joaquín Piquerez (Palmeiras) tratam lesões graves e podem desfalcar o time nas rodadas iniciais.

A Experiência Saudita e a Estreia de Cabo Verde

Quanto aos demais integrantes do grupo, a Arábia Saudita carimba sua sétima participação em Mundiais com uma comissão técnica reformulada. Por conseguinte, a federação demitiu o francês Hervé Renard — comandante da histórica vitória sobre a Argentina no Catar — e contratou o grego Georgios Donis. Dessa forma, Donis aposta na base entrosada do Al-Hilal e do Al-Nassr, liderada pelo experiente atacante Salem Al-Dawsari, para repetir a campanha de 1994, quando os sauditas alcançaram as oitavas de final.

Por outro lado, a seleção de Cabo Verde estreia na competição ostentando o título de grande surpresa das eliminatórias africanas. Isso porque os “Tubarões Azuis” desbancaram a tradicional seleção de Camarões para garantir a vaga inédita. Nesse sentido, o técnico Pedro Brito, o Bubista, eleito o melhor treinador da África na temporada passada, lidera um elenco operário. Logo, mesmo apontada como “azarã”, a equipe confia no talento do capitão Ryan Mendes para surpreender os gigantes do grupo.

Em suma, o Grupo H equilibra a obsessão espanhola pelo topo, a garra tática do Uruguai, o entrosamento saudita e o sonho histórico de Cabo Verde. Logo, a promessa é de confrontos intensos desde a rodada de abertura, consolidando a chave como uma das mais imprevisíveis da primeira fase do torneio.

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