• 12 junho, 2026

Agronegócio: Conab projeta safra recorde de grãos com estimativa de 358,6 milhões de toneladas

Com o objetivo de consolidar o Brasil como um dos maiores players do mercado agrícola mundial, a produção nacional de grãos deve atingir a marca histórica de 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26. Dessa maneira, caso o campo confirme esse resultado nas próximas semanas, o país baterá um novo recorde, registrando uma alta de 1,8% na comparação direta com o ciclo anterior. Nesse sentido, o percentual representa um acréscimo real de 6,4 milhões de toneladas injetadas no mercado global de alimentos.

O Impacto da Tecnologia e do Clima

A princípio, os dados constam no 9º Levantamento da Safra de Grãos, o qual a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (11). Portanto, os técnicos da entidade atribuem o desempenho excepcional à expansão da área cultivada, que agora alcança 83,5 milhões de hectares, aliada ao regime de chuvas favorável nas principais regiões produtoras. Dessa forma, a produtividade média nacional deve atingir o patamar otimista de 4.295 quilos por hectare, impulsionada pelo uso de sementes de alta tecnologia e manejo eficiente.

  • Soja: Lidera o crescimento nacional com uma estimativa de 180,3 milhões de toneladas, gerando um incremento de 8,8 milhões de toneladas sobre a safra passada.

  • Milho Total: Soma as três safras do ano para alcançar a marca de 140,5 milhões de toneladas.

  • Sorgo: Registra a quinta maior produção do país e atinge 7,62 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 24,9%.

Vale ressaltar ainda que os agricultores praticamente finalizaram a colheita da soja. Consequentemente, o resultado recorde da oleaginosa valida os investimentos do setor em biotecnologia e maquinário moderno, superando os desafios logísticos do escoamento.

O Comportamento do Milho e das Culturas de Inverno

No que diz respeito ao milho, a primeira safra já abrange 87,7% da área total e deve entregar 29,3 milhões de toneladas, gerando um salto de 17,7% em relação ao ciclo de 2024/25. Dessa maneira, a produtividade do cereal cresceu 7,6% e atingiu 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Conab. Nesse contexto, a colheita da segunda safra avança na fase inicial com expectativa de 107,9 milhões de toneladas, enquanto a terceira safra encerra o plantio de olho em 3,3 milhões de toneladas.

Por outro lado, o levantamento aponta retração em culturas importantes como o algodão em pluma, cuja colheita deve recuar 2,5%, somando 4 milhões de toneladas. Assim sendo, a Conab justifica a queda pela decisão dos produtores de reduzir a área semeada devido às oscilações de preços no mercado internacional.

Cesta Básica Garantida e Cenário do Trigo

Quanto ao feijão e ao arroz, alimentos essenciais na mesa dos brasileiros, o relatório também projeta números menores. Por conseguinte, o arroz deve fechar o ciclo com 11,1 milhões de toneladas (queda de 13,2%), ao passo que o feijão deve somar 3 milhões de toneladas (ligeira redução de 0,5%). Dessa forma, a estatal esclarece que a menor rentabilidade do cereal reduziu a área de plantio, mas assegura que o volume atual garante o abastecimento total do mercado interno sem riscos de desabastecimento.

Em suma, o trigo também acompanha a tendência de retração de área na safra de inverno e deve entregar apenas 6,3 milhões de toneladas ao final do ciclo. Afinal, o produtor brasileiro recalibra suas estratégias a cada temporada com base nos custos dos insumos e nas janelas climáticas. Logo, mesmo com o recuo em culturas pontuais, a pujança da soja e do milho garante que o agronegócio brasileiro feche o ano de 2026 quebrando mais um recorde histórico de produção.

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