• 12 junho, 2026

Alerta de Saúde: InfoGripe aponta alta em internações por VSR e Gripe no Brasil

Com o objetivo de monitorar a segurança sanitária nacional diante do inverno, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, na última quinta-feira (11), dados preocupantes sobre o cenário epidemiológico do país. Dessa maneira, o novo boletim InfoGripe aponta um crescimento expressivo no número de hospitalizações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Nesse sentido, o monitoramento também identificou um aumento severo nas internações por gripe provocadas pelos vírus Influenza A e Influenza B em diversas regiões brasileiras.

Queda nas Temperaturas e Distribuição Geográfica

A princípio, a análise técnica compreende a Semana Epidemiológica 22, correspondente ao período de 31 de maio a 6 de junho de 2026. Portanto, os pesquisadores associam a subida dos casos diretamente ao resfriamento climático sazonal, visto que as temperaturas baixas estimulam a aglomeração humana em locais fechados. Dessa forma, o vírus se dissemina com maior facilidade e coloca 11 das 27 unidades federativas em um nível crítico de incidência para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG):

  • Região Norte e Nordeste: Acre, Alagoas, Amapá, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.

  • Região Sudeste e Sul: São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Vale ressaltar ainda que, embora os outros 16 estados apresentem indícios de estabilização ou queda na tendência de longo prazo, a situação geral exige cautela máxima. Consequentemente, 12 dessas unidades da federação — incluindo Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro — ainda registram taxas de internação em patamares elevados de alerta ou alto risco.

Impacto por Faixa Etária e Profilaxia

No que diz respeito ao perfil dos pacientes hospitalizados, os exames laboratoriais revelam uma divisão muito clara por idade. Dessa maneira, o VSR atinge majoritariamente as crianças de até 4 anos de idade, enquanto o rinovírus predomina na faixa entre 5 e 14 anos. Nesse contexto, a Influenza A concentra suas maiores taxas de infecção entre jovens, adultos e idosos, ao passo que a Influenza B cresce com força na população de 5 a 49 anos.

Além disso, os dados consolidados de 2026 assustam, pois o país já contabiliza 3.591 óbitos em decorrência da SRAG. Assim sendo, a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça a urgência de adotar medidas preventivas básicas e cuidados diários com a higiene:

  1. Uso de Máscaras: Utilizar proteção facial adequada (como os modelos N95 ou PFF2) dentro de unidades de saúde e em locais com aglomerações.

  2. Etiqueta Respiratória: Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel, além de praticar o isolamento voluntário ao menor sinal de sintoma gripal.

  3. Vacinação Coletiva: Comparecer aos postos de saúde para receber os imunizantes contra a Influenza e o VSR, focando especialmente nos grupos prioritários e elegíveis.

O Papel da Imunização

Em suma, o avanço das doenças respiratórias no país acende a luz vermelha para a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada. Afinal, a imunização em massa diminui drasticamente as chances de o paciente desenvolver a forma grave da infecção e reduz a pressão sobre os leitos de UTI hospitalares. Logo, a conscientização da população e a busca ativa pelas doses nas unidades básicas de saúde permanecem como as ferramentas mais eficazes para evitar novas mortes nas próximas semanas.

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