• 29 junho, 2026

Ciência e Saúde: Fiocruz MS inaugura nova sede em Campo Grande e consolida parceria histórica com o Estado

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) participou da inauguração da nova Sede de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Campo Grande. Dessa maneira, a estrutura moderna amplia de forma significativa a capacidade científica da instituição em solo sul-mato-grossense. Nesse sentido, o novo complexo reforça a integração entre a produção acadêmica e o Sistema Único de Saúde (SUS), consolidando uma cooperação mútua que as duas instituições constroem há quase duas décadas.

Parceria Estratégica desde a Fundação

O Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou o papel estratégico da Fiocruz diante das rápidas transformações socioeconômicas que Mato Grosso do Sul experimenta. Portanto, o gestor pontuou que o crescimento sustentável e a prosperidade econômica dependem, obrigatoriamente, de uma população saudável e com qualidade de vida. Dessa forma, a nova sede fortalece a atuação científica em um território considerado crucial devido à sua rica biodiversidade, interculturalidade e posicionamento geográfico na fronteira internacional.

A coordenadora da Fiocruz no Estado, Jislaine de Fátima Guilhermino, relembrou, por exemplo, que a SES figurou como a primeira instituição a acolher a fundação, ainda nos primeiros anos de sua implantação local. Ambas as instituições desenvolveram ações históricas a partir da estrutura da Escola de Saúde Pública, focando na educação e na qualificação profissional de servidores. Com efeito, essa cooperação expandiu-se com o passar dos anos, abrangendo hoje frentes complexas em:

  • Saúde Digital: Modernização dos sistemas de dados e monitoramento de pacientes.

  • Pesquisa Aplicada: Desenvolvimento de estudos clínicos focados em biomas regionais.

  • Emergências Sanitárias: Resposta rápida a crises, a exemplo da ampla força-tarefa mobilizada por Fiocruz e municípios durante a pandemia da Covid-19.

Ciência Diante do Boom Industrial e da Rota Bioceânica

O Governo do Estado projeta que o intenso processo de industrialização e a atração de grandes investimentos privados impõem novos desafios estruturais à saúde pública. Os novos complexos fabris em municípios como Ribas do Rio Pardo, Inocência e Bataguassu demandam, consequentemente, um monitoramento rigoroso dos impactos sociais e sanitários gerados pelo crescimento acelerado. Por isso, a inteligência científica da Fiocruz assume um caráter ainda mais vital para mitigar riscos na região.

O presidente nacional da Fundação Oswaldo Cruz, Mário Moreira, defendeu, por sua vez, um modelo de atuação baseado na cooperação permanente entre os entes federativos. O dirigente alertou que temas contemporâneos como as mudanças climáticas, o envelhecimento da população e os novos fluxos comerciais da Rota Bioceânica exigem respostas integradas. Assim sendo, a ciência deve caminhar lado a lado com as políticas de desenvolvimento social para blindar o SUS contra as instabilidades globais.

Um Legado Físico e Tecnológico para o Estado

A edificação do novo complexo laboratorial, erguido em uma área compartilhada com a Embrapa Gado de Corte, resultou de intensas articulações políticas e apoio parlamentar de Mato Grosso do Sul. Os projetistas conceberam o espaço para integrar as áreas de inovação e desenvolvimento, permitindo, além disso, o compartilhamento de equipamentos de ponta e insumos entre diferentes grupos de pesquisadores. Logo, a inauguração deste edifício deixa um legado inestimável para a comunidade científica regional. Como resultado, o Estado otimiza a aplicação dos recursos públicos e entrega ferramentas robustas para proteger e salvar as vidas da população sul-mato-grossense.

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