• 28 julho, 2026

Eleições 2026: Justiça Eleitoral confirma uso da biometria, mas garante voto de quem não fez o cadastro

A Justiça Eleitoral utilizará a identificação biométrica nas eleições de outubro em todo o país. Dessa maneira, a tecnologia estará disponível em todas as seções eleitorais com o objetivo de evitar fraudes e garantir a lisura do pleito. Nesse sentido, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou que a coleta das impressões digitais serve para proteger a vontade do eleitor nas urnas.

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Direito ao Voto e Procedimentos na Urna

A biometria, contudo, não se configura como um requisito obrigatório para o exercício do sufrágio. Portanto, o cidadão que estiver com a situação eleitoral regular poderá votar normalmente, mesmo que não tenha realizado o cadastramento prévio. Com efeito, os mesários exigirão apenas um documento oficial de identificação com foto para liberar a urna eletrônica.

Caso a máquina apresente falha na leitura da digital de quem já fez o cadastro, o eleitor manterá o seu direito de votar preservado. A orientação oficial determina que o mesário repita a tentativa de leitura até quatro vezes na máquina. Persistindo a dificuldade, a mesa receptora confirmará os dados pessoais do cidadão por outros meios de checagem. Consequentemente, após a conferência das informações no sistema, o eleitor assinará o caderno de votação ou registrará a sua digital no papel, caso não saiba assinar.

Histórico de Segurança e Prazos Encerrados

A Justiça Eleitoral iniciou a coleta das impressões digitais no ano de 2008. Além disso, o sistema permite que o TSE cruze os dados em tempo real, identificando e cancelando eventuais registros duplicados no banco de dados do governo. Dessa forma, a tecnologia impede que uma pessoa vote no lugar de outra em qualquer município brasileiro.

A oportunidade para cadastrar as impressões digitais para o pleito deste ano já se encerrou, pois o prazo oficial venceu no mês de maio. Por sua vez, o TSE orienta os eleitores não cadastrados a procurarem o cartório eleitoral logo após o fim das eleições para regularizarem a situação biográfica. Assim sendo, o atendimento presencial registrará a foto, a assinatura digital e as impressões de todos os dedos das mãos do cidadão.

Em suma, as diretrizes da Justiça Eleitoral conciliam a máxima segurança do processo com a garantia do direito constitucional ao voto. Logo, a população pode comparecer às urnas com tranquilidade no dia da votação, ciente de que a ausência da biometria não impedirá a escolha dos seus candidatos.

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