
Gestão Compartilhada: Estado e municípios debatem transporte sanitário para agilizar altas hospitalares em MS
Com o objetivo de otimizar a ocupação de leitos e humanizar o atendimento pós-hospitalar, gestores da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e secretários municipais reuniram-se durante o 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. Dessa maneira, o encontro promovido pela Assomasul abriu um espaço crucial para debater os gargalos logísticos que afetam as cidades do interior. Nesse sentido, o foco principal das discussões concentrou-se na melhoria do fluxo de comunicação entre as equipes médicas dos hospitais e os responsáveis pelo transporte sanitário das prefeituras.
Desafios na Rotina das Cidades e Propostas de Comunicação
A princípio, a falta de um aviso prévio estruturado prejudica diretamente o gerenciamento das frotas municipais. Portanto, a secretária de Saúde de Bonito, Ana Carolina Colla, explicou que a notificação de alta muitas vezes chega aos municípios poucas horas antes do horário previsto para a viagem. Dessa forma, como as prefeituras precisam organizar rotas diárias para consultas e exames programados, o planejamento antecipado torna-se um fator primordial para evitar atrasos e custos desnecessários.
Vale ressaltar ainda que a eficiência do sistema reflete na liberação imediata de vagas para novos pacientes. Consequentemente, o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, alertou que a permanência prolongada de pessoas que já receberam alta trava a fila regulada de assistência médica. Por esse motivo, o secretário de Saúde de Guia Lopes da Laguna, Ademir Almeida, também reforçou a necessidade de a informação chegar primeiro às centrais de ambulância locais, estabelecendo um fluxo previsível e regionalizado entre municípios vizinhos.
Pactuações e Fortalecimento da Rede de Saúde
No que diz respeito à formalização dessas estratégias, os gestores aproveitaram o congresso para realizar a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Dessa maneira, o vice-presidente do Cosems-MS e secretário de Saúde de Itaporã, Vinício Andrade, destacou o fórum como o espaço legítimo para definir as referências regionais que impactam diretamente o cidadão sul-mato-grossense. Nesse contexto, as lideranças avançaram nas discussões sobre os componentes do programa “Mais Especialistas”, do Ministério da Saúde, visando descentralizar e ampliar a oferta de exames e consultas complexas nas macrorregiões do Estado.
Além disso, a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, defendeu que os melhores resultados para o Sistema Único de Saúde (SUS) nascem quando as esferas governamentais sentam à mesma mesa de negociação. Assim sendo, a união de esforços técnicos e políticos funciona como uma engrenagem essencial para consolidar o processo de regionalização da saúde pública em Mato Grosso do Sul.
O Municipalismo Voltado para Resultados
Em suma, o debate realizado na última semana reforça o tema central do evento liderado pelo presidente da Assomasul e prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli, sobre a eficiência do municipalismo na prática. Afinal, as soluções de engenharia e logística no transporte sanitário impactam o bem-estar de milhares de pacientes que necessitam retornar para suas casas com segurança e dignidade. Logo, a expectativa das secretarias para os próximos meses envolve a implementação de um protocolo unificado de comunicação hospitalar para transformar essas discussões em agilidade real nas enfermarias do Estado.












