• 09 abril, 2026

Hezbollah volta a atacar Israel após violação do cessar-fogo no Líbano

O grupo político-militar Hezbollah voltou, nesta quinta-feira (9), a atacar Israel após a violação do cessar-fogo articulado entre Irã e Estados Unidos.

Segundo o grupo, os ataques representam uma resposta direta à ofensiva israelense no Líbano. Isso porque o governo liderado por Benjamin Netanyahu lançou uma grande operação militar apenas um dia após a trégua, o que resultou em pelo menos 250 mortes.

Hezbollah intensifica ofensiva com foguetes

De acordo com comunicados oficiais, o Hezbollah realizou ataques com foguetes contra o norte de Israel, atingindo regiões como Manara, Avivim, Shomera e Shlomi.

Além disso, o grupo afirmou que continuará as ofensivas enquanto persistirem as ações militares israelenses. Dessa forma, a escalada do conflito se mantém ativa, com risco de ampliação dos confrontos.

Israel mantém operações e reage militarmente

Por outro lado, Israel não reconhece a inclusão do Líbano no acordo de cessar-fogo. Assim, o país reafirma que seguirá com operações militares para eliminar ameaças à sua segurança.

Nesse contexto, a Força de Defesa de Israel (FDI) informou que realizou ações terrestres no sul do Líbano e eliminou membros do Hezbollah, incluindo o comandante Maher Qassem Hamdan.

Além disso, autoridades israelenses afirmaram ter atingido outros integrantes da organização, ampliando a pressão militar sobre o grupo.

Cessar-fogo enfrenta risco de colapso

Diante desse cenário, o cessar-fogo se mostra cada vez mais frágil. O Irã, por exemplo, já ameaçou abandonar o acordo caso os ataques ao Líbano continuem.

Ao mesmo tempo, divergências sobre os termos da trégua aumentam a tensão. Enquanto os Estados Unidos indicam que o Líbano não fazia parte do acordo, mediadores internacionais, como o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmam o contrário.

Além disso, países como França, Reino Unido e Espanha, juntamente com representantes da União Europeia, pressionam pela ampliação do cessar-fogo para incluir o território libanês.

Negociações seguem sob pressão internacional

Apesar da escalada, as negociações continuam. Representantes do Irã e dos Estados Unidos têm reunião marcada para esta sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão.

No entanto, autoridades libanesas alertam que a continuidade dos ataques compromete qualquer avanço diplomático. Segundo o presidente do Líbano, a manutenção das ofensivas torna as negociações “sem sentido”.

Conflito tem raízes históricas

Para compreender o cenário atual, é necessário considerar o histórico de tensões entre Israel e o Hezbollah, que remonta à década de 1980.

Inicialmente, o grupo surgiu como resposta à presença militar israelense no Líbano. Posteriormente, consolidou-se também como força política no país.

Além disso, a fase atual do conflito se intensificou após os eventos na Faixa de Gaza a partir de 2023. Desde então, o Hezbollah passou a realizar ataques em apoio aos palestinos, o que aumentou a instabilidade na região.

Escalada mantém Oriente Médio em alerta

Diante disso, a retomada dos ataques evidencia um cenário de alta instabilidade no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, a fragilidade do cessar-fogo e as divergências entre os atores envolvidos indicam que o conflito pode se prolongar.

Assim, enquanto as negociações avançam sob pressão, o cenário permanece incerto e sujeito a novos desdobramentos.

Frase-Chave: A novos desdobramentos.

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