• 24 março, 2026

Receita, Banco Central e Gov.br oferecem serviços para proteger CPF e evitar golpes online

Com a proximidade do prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda, os contribuintes precisam redobrar a atenção para evitar golpes virtuais. Nesse cenário, serviços oferecidos pela Receita Federal, pelo Banco Central e pela plataforma Gov.br ajudam a reforçar a segurança do CPF, proteger dados pessoais e impedir fraudes, como abertura de empresas ou contas bancárias em nome de terceiros.

Além disso, essas ferramentas permitem que o cidadão acompanhe informações ligadas ao próprio nome e identifique movimentações suspeitas com mais rapidez. Dessa forma, o uso desses serviços passa a ser uma medida prática e importante para reduzir riscos em um período de maior exposição a golpes digitais.

Receita Federal oferece ferramenta para proteger o CPF

No caso do CPF, a Receita Federal disponibiliza o serviço “Proteção do CPF”. Essa funcionalidade impede que o documento seja incluído de forma indesejada no quadro societário de empresas.

Ou seja, a ferramenta serve para evitar que golpistas usem o CPF de uma pessoa para abrir ou vincular um CNPJ sem autorização. Além disso, o serviço é gratuito e tem validade em todo o território nacional.

Segundo o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, caso o cidadão queira participar de algum CNPJ futuramente, ele mesmo pode reverter o bloqueio de forma simples, acessando novamente a funcionalidade e alterando a situação do cadastro.

Banco Central disponibiliza ferramentas para monitorar contas e dados

Além da Receita, o Banco Central também oferece recursos voltados à proteção de dados e à prevenção de fraudes financeiras.

Uma dessas ferramentas é o BC Protege +, que permite ao cidadão informar bancos e demais instituições financeiras de que não deseja abrir novas contas bancárias. Com isso, o sistema dificulta tentativas de abertura indevida de contas em nome da pessoa.

Além disso, o serviço também impede que alguém seja incluído como responsável por contas de terceiros ou por contas de empresas sem autorização. O recurso é gratuito e o usuário pode ativá-lo ou desativá-lo por meio do Meu BC.

Registrato ajuda a identificar contas, dívidas e chaves Pix

Outra ferramenta oferecida pelo Banco Central é o Registrato, que amplia o controle sobre os próprios dados financeiros.

Por meio do sistema, o cidadão pode consultar informações pessoais ou empresariais compartilhadas por bancos e outras instituições financeiras com o Banco Central. Assim, o serviço ajuda a verificar:

  • dívidas em seu nome
  • chaves Pix cadastradas
  • contas bancárias abertas
  • relatórios de relacionamento com instituições financeiras
  • informações que o usuário não reconhece

Dessa maneira, o Registrato funciona como uma espécie de painel de conferência, permitindo que a pessoa detecte rapidamente uma possível fraude.

O que fazer se houver conta falsa em seu nome

Caso o cidadão identifique uma conta bancária falsa ou qualquer registro suspeito em seu nome, o caminho indicado é agir rapidamente.

Nesses casos, a orientação é:

  • registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil
  • entrar em contato com o banco responsável
  • solicitar o bloqueio e o encerramento da conta

Assim, a resposta rápida pode ajudar a reduzir danos e impedir o uso indevido dos dados pessoais.

Acesso aos serviços exige conta Gov.br mais segura

Para acessar relatórios e funcionalidades mais sensíveis, o cidadão precisa utilizar uma conta Gov.br nível prata ou ouro. Além disso, deve manter habilitada a verificação em duas etapas.

Esse mecanismo adiciona uma camada extra de proteção. Na prática, sempre que a pessoa acessar algum serviço com sua conta Gov.br, o sistema pedirá também um código de acesso gerado no aplicativo.

Com isso, mesmo que um criminoso consiga descobrir o CPF e a senha, ele ainda não conseguirá entrar na conta sem o código complementar. Portanto, a ativação dessa verificação reduz significativamente o risco de invasões.

Gov.br concentra mais de 13 mil serviços digitais

Além de reunir ferramentas de segurança, a plataforma Gov.br também centraliza o acesso a mais de 13 mil serviços digitais do governo federal.

Segundo o ministério, a ferramenta já é utilizada por mais de 174 milhões de usuários em todo o Brasil. Por isso, o governo vem reforçando, desde o ano passado, a recomendação para que os cidadãos ativem a verificação em duas etapas, especialmente em serviços sensíveis.

Nesse contexto, a segurança da conta Gov.br se torna ainda mais importante, já que ela concentra informações e acessos relevantes para a vida financeira, tributária e cadastral do usuário.

Medidas simples podem evitar transtornos maiores

Em resumo, o uso de ferramentas como Proteção do CPF, BC Protege +, Registrato e a verificação em duas etapas do Gov.br pode reduzir bastante o risco de fraudes e golpes virtuais.

Além disso, com a chegada do período de entrega do Imposto de Renda, cresce a importância de monitorar dados pessoais, contas bancárias e movimentações ligadas ao próprio nome. Portanto, adotar essas medidas preventivas pode evitar dores de cabeça, prejuízos financeiros e o uso indevido do CPF por criminosos.

Frase-Chave: Camada extra de proteção.

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