• 27 março, 2026

Redução de perdas garante economia de bilhões de litros de água e amplia segurança hídrica em MS

Mato Grosso do Sul vem se consolidando, cada vez mais, como referência nacional na gestão eficiente dos recursos hídricos. Isso porque, atualmente, o Estado produz e distribui cerca de 11,7 bilhões de litros de água por mês e, além disso, economiza aproximadamente 11,76 bilhões de litros a partir da redução de perdas no sistema.

Para se ter uma ideia, esse volume equivale a cerca de 4.400 piscinas olímpicas cheias.

Eficiência e gestão estratégica

Nesse contexto, a Sanesul reafirma, especialmente no Dia Mundial da Água (22 de março), a importância da gestão técnica aliada a investimentos contínuos.

Atualmente, a estrutura operacional da companhia atende cerca de 664 mil ligações, levando água tratada à maior parte da população urbana dos 68 municípios atendidos.

Dessa forma, com o abastecimento praticamente universalizado, o foco passa a ser, principalmente, a manutenção da regularidade e o fortalecimento da segurança hídrica.

Cenário global e necessidade de ação

Ao mesmo tempo, o cenário internacional reforça a urgência do tema.

Segundo o diretor comercial e de operações da Sanesul, Madson Valente, cerca de 75% dos países enfrentam algum nível de insegurança hídrica.

Diante disso, ele destaca que a água precisa deixar de ser apenas um discurso e se tornar, de fato, uma prioridade prática, baseada em planejamento, investimento e responsabilidade coletiva.

Redução de perdas e impacto direto

Além disso, a redução de perdas no sistema de distribuição se tornou um dos principais indicadores de eficiência.

Entre 2023 e 2025, a Sanesul reduziu em 8,5% o volume desperdiçado. Como resultado, o Estado economizou aproximadamente 11,76 bilhões de litros de água — quantidade suficiente, por exemplo, para abastecer o município de Dourados por cerca de 190 dias.

Segundo Madson Valente, esse avanço não ocorreu por acaso. Pelo contrário, ele resulta de investimentos contínuos e da reinversão de recursos na melhoria dos sistemas.

Consequentemente, essa estratégia contribui não apenas para a eficiência operacional, mas também para a preservação dos mananciais e o uso racional da água.

Obras e expansão da capacidade

Paralelamente, a Sanesul mantém um conjunto de obras em andamento para ampliar a capacidade de abastecimento e reforçar a segurança hídrica em 2026.

As ações alcançam municípios estratégicos como:

  • Corumbá
  • Bodoquena
  • Miranda
  • Terenos
  • Dourados
  • Ponta Porã
  • Naviraí
  • Chapadão do Sul
  • Ribas do Rio Pardo

Entre as principais intervenções estão:

  • perfuração de novos poços
  • ampliação de reservatórios
  • modernização das redes de distribuição

Dessa maneira, o Estado se prepara tanto para atender à demanda atual quanto para acompanhar o crescimento populacional e enfrentar períodos de estiagem com maior segurança.

Participação da população

No entanto, apesar dos avanços estruturais, a segurança hídrica também depende da participação da população.

Nesse sentido, o diretor destaca a importância do uso consciente da água e da adoção de medidas simples, como a instalação de caixas d’água nos imóveis.

Isso porque, em situações pontuais — como manutenções ou falhas no fornecimento de energia —, residências sem reservatórios podem ser diretamente impactadas.

Referência nacional

Por fim, diante de um cenário global marcado por mudanças climáticas e pressão sobre os recursos naturais, Mato Grosso do Sul se posiciona como referência ao combinar:

  • universalização do abastecimento
  • eficiência operacional
  • planejamento estratégico

Segundo Madson Valente, o desafio exige compromisso coletivo.

“A água é essencial para a vida, para os ecossistemas e para o desenvolvimento. Por isso, precisamos tratar esse tema com responsabilidade, tanto nas políticas públicas quanto nas atitudes do dia a dia”, conclui.

Frase-Chave: Mudanças climáticas e pressão.

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