
Sustentabilidade: Transição energética global depende do agronegócio brasileiro, aponta presidente da Famasul
O presidente do Sistema Famasul e vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Marcelo Bertoni, participou da abertura da 4ª edição do seminário Agroenergia – Transição Energética Sustentável, em Brasília. Durante o seu pronunciamento oficial, o líder setorial destacou que a mudança na matriz energética mundial passa, necessariamente, pela contribuição direta da agropecuária do país. Dessa maneira, o Brasil reúne todas as condições técnicas para ampliar a oferta de alimentos, fibras e bioenergia com absoluto respeito ao meio ambiente.
Foco em Combustíveis Sustentáveis para Aviação e Navegação
A Confederação promoveu o seminário em parceria direta com a Embrapa Agroenergia, trazendo como tema central o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e o Biobunker, que é o combustível marítimo sustentável. Nesse sentido, o evento reuniu presidentes de federações estaduais, diretores do Sistema CNA/Senar, produtores rurais e representantes do setor público para debater o potencial técnico do campo. Os setores de aviação e navegação aérea figuram, por exemplo, entre os segmentos logísticos que mais demandam descarbonização urgente no cenário internacional.
O Brasil surge como a principal alternativa global para suprir essa lacuna comercializável. Portanto, o vice-presidente da CNA enfatizou que o país possui biomassa abundante, pesquisa científica de ponta e produtores rurais preparados para liderar essa transformação verde. O agricultor brasileiro já demonstrou ao mundo, com efeito, sua capacidade de produzir com eficiência. Dessa forma, o agronegócio nacional caminha para se consolidar como o maior fornecedor de energia de carbono renovável para o planeta.
Segurança Jurídica e Protagonismo Tecnológico no Campo
As oportunidades de mercado só atrairão investimentos sólidos e renda para o trabalhador, todavia, se houver segurança jurídica clara, regras de certificação adequadas e previsibilidade comercial. Nesse contexto, Marcelo Bertoni defendeu que o produtor rural precisa ocupar o centro desse debate regulatório, participando ativamente dos lucros da nova economia de baixo carbono. A diretoria da CNA argumenta, além disso, que o país não deve se limitar a exportar matéria-prima bruta para o exterior.
O objetivo estratégico das entidades consiste em transformar o Brasil em um desenvolvedor ativo de tecnologia e biocombustíveis. Consequentemente, essa verticalização industrial gerará milhares de empregos internos e fixará a riqueza nas regiões produtoras. O agronegócio brasileiro não deseja apenas figurar de forma coadjuvante na transição energética, mas planeja exercer, assim sendo, o protagonismo absoluto para transformar sustentabilidade em competitividade econômica.
Demanda Global e Valorização da Biomassa Nacional
O diretor de Negócios e Inovação da Embrapa, Alexandre Alonso, também endossou a relevância desses novos combustíveis para o desenvolvimento do interior do país. Por outro lado, o diretor-superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, afirmou que a consolidação desses mercados agregará valor à biomassa nacional de maneira inédita. Assim, cada litro de biocombustível processado nas usinas brasileiras injeta recursos financeiros em toda a cadeia produtiva regional.
A alta demanda interna e externa por alternativas ao combustível fóssil marítimo abre uma janela de oportunidades única para a economia brasileira. Logo, as lideranças da Ubrabio ressaltaram a necessidade de aprimorar continuamente o ambiente de negócios e as boas práticas de fabricação no campo. Afinal, o fortalecimento desses critérios técnicos transformará os biocombustíveis em um verdadeiro patrimônio da soberania nacional, garantindo rentabilidade para quem produz e segurança ambiental para as próximas gerações.












