
Do campo ao mercado: como o agricultor pode vender na Ceasa de Mato Grosso do Sul
A Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa-MS) apoia o agricultor em uma das etapas mais desafiadoras da atividade rural: a comercialização da produção. Nesse sentido, para vender no entreposto, o produtor precisa planejar-se, buscar orientação técnica e compreender o percurso da colheita do campo até o consumidor final.
Procure a Agraer como primeiro passo
Inicialmente, o agricultor deve procurar o escritório da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) em sua região. Atualmente, a agência está presente nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e atua como acionista majoritária da Ceasa-MS. Além disso, a Agraer presta assistência técnica conforme o tipo de hortifrutigranjeiro produzido.
Ao mesmo tempo, os técnicos orientam sobre os procedimentos para vender no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), localizado dentro da Ceasa. Por isso, buscar a Agraer reduz riscos e acelera o processo.
Credenciamento e acesso ao Cecaf
Em seguida, a Agraer avalia se o produtor se enquadra como agricultor familiar. Caso positivo, o credenciamento permite o cadastro na administração da Ceasa-MS. Dessa forma, o produtor passa a vender sua mercadoria nas “pedras” do Cecaf, espaços destinados à comercialização no pavilhão.
Enquanto isso, para dúvidas e orientações, o Cecaf atende pelos telefones (67) 3321-1044 e (67) 3321-1048.
Romaneio: único custo do agricultor
Posteriormente, com o cadastro ativo, o produtor retira os romaneios, documento que substitui a nota fiscal e representa o único custo para vender no Cecaf. Segundo o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MS, Fernando Begena, cada romaneio custa R$ 5.
“Cada romaneio custa apenas R$ 5 e equivale a uma carga de produtos trazidos ao Cecaf. Portanto, o produtor só entra na Ceasa e vende seus produtos mediante a apresentação do romaneio”, explica.
Venda direta às empresas também é possível
Além disso, o agricultor pode vender diretamente às empresas instaladas na Ceasa-MS, sem se estabelecer no Cecaf. Nesse caso, deve apresentar romaneio ou nota fiscal. Assim, a Ceasa garante a procedência do que entra no entreposto.
“O produtor pode negociar diretamente com as empresas, desde que apresente o romaneio ou a nota fiscal. Dessa maneira, asseguramos a rastreabilidade da mercadoria”, esclarece Begena.
Responsabilidade pela comercialização
Contudo, em ambos os modelos, o agricultor precisa saber que a comercialização é de sua responsabilidade. Ou seja, a Ceasa-MS não intermedia vendas; ela atua como polo que concentra e dinamiza a oferta de frutas, verduras e legumes.
“A Ceasa tem fluxo intenso a partir das 4h, com comerciantes, empresas e consumidores finais. Por isso, para vender bem, o agricultor precisa entender de negócios, negociar preços e avaliar sua capacidade de atender o mercado. Da porteira para fora, ele também é comerciante”, destaca.
Produção de MS em crescimento
Como resultado, o volume de hortifrutigranjeiros de Mato Grosso do Sul comercializados na Ceasa-MS cresce ano a ano. Entre janeiro e setembro de 2025, o Estado ficou em 2º lugar no ranking de fornecimento ao entreposto, com cerca de 25 mil toneladas, um aumento de 8,93% frente ao mesmo período do ano anterior.
Produtos mais vendidos
Por fim, nos primeiros seis meses do ano passado, destacaram-se:
Mandioca – 4,3 mil toneladas
Laranja – 4,2 mil toneladas
Ovo – 3,6 mil toneladas
Assim, os dados confirmam a força da agricultura familiar e a relevância da Ceasa-MS como canal estratégico de comercialização no Estado.
Fonte: Agência de Notícias do Governo de Mato Grosso do Sul
Assinatura: Comunicação Ceasa-MS












