• 16 fevereiro, 2026

Entre a folia e o cuidado: SES reforça prevenção contra dengue e chikungunya no Carnaval

Enquanto os blocos ganham as ruas e as cidades entram no clima do Carnaval, a Secretaria de Estado de Saúde destaca que diversão e prevenção devem caminhar juntas. Seja para quem vai aproveitar os dias de festa, seja para quem escolheu descansar em casa, o cuidado com o ambiente permanece essencial. Afinal, atitudes simples ajudam diretamente a conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e Zika.

Com o aumento da circulação de pessoas, além do crescimento na produção de resíduos, o período festivo exige atenção redobrada. Nesse cenário, a SES reforça a importância do descarte correto do lixo e da eliminação de recipientes que possam acumular água parada. Dessa forma, reduz-se significativamente o risco de formação de criadouros do mosquito.

Período festivo amplia riscos ambientais

De acordo com a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, o Carnaval demanda maior vigilância da população. Segundo ela, tanto quem viaja quanto quem permanece na cidade deve adotar cuidados preventivos. Principalmente, é fundamental evitar o descarte irregular de lixo e eliminar qualquer foco de água parada. Em outras palavras, pequenas atitudes geram impactos coletivos relevantes.

Na mesma linha, a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, ressalta que o enfrentamento das arboviroses depende de mobilização conjunta. Embora o Carnaval represente um momento de celebração, o período também amplia situações de risco. Por isso, a prevenção precisa permanecer contínua e integrada à rotina, inclusive durante os dias de folia.

Cuidados valem para foliões

Para quem vai participar das festividades, as orientações são diretas. Antes de tudo, utilizar as lixeiras disponíveis nos locais de evento é indispensável. Além disso, evitar o descarte de copos, garrafas e embalagens em vias públicas contribui diretamente para o controle do vetor. Consequentemente, reduz-se a possibilidade de formação de criadouros após chuvas.

O coordenador de Controle de Vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário, alerta para os riscos invisíveis do lixo descartado irregularmente. Segundo ele, uma simples lata ou copo plástico pode se transformar em foco do mosquito em poucos dias. Portanto, o cuidado com o descarte não se limita à limpeza urbana — trata-se também de uma medida de saúde pública.

Feriado também é oportunidade de prevenção

Já para quem permanecer em casa, o feriado pode se transformar em um momento estratégico de vistoria. Nesse sentido, a SES recomenda verificar quintais, calhas, ralos externos, vasos de plantas, garrafas, baldes, lonas e caixas d’água. Além do mais, eliminar recipientes que acumulam água representa uma das formas mais eficazes de combate ao mosquito.

A Secretaria reforça que a maioria dos focos do Aedes aegypti ainda se concentra em ambientes domiciliares. Assim, a participação ativa dos moradores permanece decisiva. Quando cada cidadão assume sua responsabilidade, o impacto coletivo se torna evidente, contribuindo para a redução dos índices de infestação.

Prevenção deve fazer parte da rotina

O Carnaval acontece, porém, o cuidado não pode ser interrompido. Em síntese, o combate ao mosquito exige ações permanentes e colaboração coletiva. Dessa maneira, atitudes preventivas deixam de ser apenas recomendações e passam a representar estratégias fundamentais de proteção à saúde pública.

Veja outras notícias

Acompanhe no instagram