
Cultura em Debate: Com apoio da FCMS, Programa (re)Conexões planeja o futuro dos museus em Campo Grande
Com o objetivo de fortalecer as políticas de memória e descentralizar as decisões sobre o patrimônio cultural, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) abriu, nesta semana, o Programa (re)Conexões. Dessa maneira, a iniciativa itinerante do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) reúne gestores, trabalhadores e a sociedade civil na Capital. Nesse sentido, o encontro busca consolidar o diálogo para reestruturar o Sistema Nacional de Museus e normatizar o Fórum Nacional, previsto para ocorrer em novembro deste ano.
Eixos Temáticos e Metodologia de Participação
A princípio, a metodologia do evento organizou os participantes em três grupos de trabalho distintos para identificar melhorias no setor. Portanto, os debates buscam simplificar os processos de adesão institucional e criar modelos de governança mais democráticos. Dessa forma, as discussões concentram-se nas seguintes frentes estratégicas:
Modernização do Sistema: Ampliar a participação de profissionais e simplificar a atuação das instituições museais.
Governança Social: Integrar o poder público, os trabalhadores da área e a comunidade na tomada de decisões.
Regulamentação do Fórum: Definir os critérios de participação e a dinâmica das plenárias nacionais.
Vale ressaltar ainda que as contribuições dos grupos serão sistematizadas em cadernos de pautas. Consequentemente, esses documentos servirão de base para subsidiar as próximas etapas de oficialização das propostas junto ao Governo Federal, conforme explicou a coordenadora Vera Lúcia Mangas da Silva.
Inovação e Regionalização das Políticas Culturais
No que diz respeito à abrangência do projeto, esta é a primeira vez que Mato Grosso do Sul recebe uma edição do Programa (re)Conexões desde sua criação em 2012. Dessa maneira, a presidenta do Ibram, Fernanda Santana Rabello de Castro, destacou que as atividades realizadas entre 2025 e 2026 são fundamentais para ouvir a realidade dos agentes culturais do Centro-Oeste. Nesse contexto, a itinerância funciona como uma ferramenta indispensável para superar o isolamento regional e construir uma museologia mais plural.
Além disso, o diretor-presidente da Fundação de Cultura de MS (FCMS), Eduardo Mendes, enfatizou que a união entre a participação popular e o poder público gera legados duradouro. Assim sendo, a meta do Estado é estruturar sistemas resistentes que garantam a continuidade das políticas de preservação histórica, independentemente de mudanças nas gestões políticas.
Roteiro de Atividades
Em suma, o encerramento do evento projeta ações práticas para os espaços de memória da capital. Afinal, além das oficinas técnicas sobre o “Plano Museológico”, a programação incluiu a atividade “Campo Grande de Portas Abertas”, promovendo visitas mediadas aos museus locais. Logo, a passagem do programa por Mato Grosso do Sul deixa um direcionamento claro: o futuro dos museus brasileiros depende diretamente da capacidade do Estado de caminhar de mãos dadas com a sociedade civil.












