
Prevenção no Pantanal: Imasul e Bombeiros ampliam Manejo Integrado do Fogo contra incêndios extremos
Com o objetivo de evitar desastres ambientais de grandes proporções durante o período de seca, o Imasul e o Corpo de Bombeiros uniram forças em mais uma etapa de Manejo Integrado do Fogo (MIF). Dessa maneira, a força-tarefa executou queimas prescritas que já superam mil hectares dentro do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro. Nesse sentido, o foco principal do projeto-piloto é a redução estratégica da biomassa acumulada, diminuindo drasticamente o material combustível disponível na vegetação nativa antes do início da estiagem severa.
Estratégia de Combate e o Cinturão Preventivo
A princípio, a operação dividiu-se em duas etapas táticas altamente planejadas. Portanto, em uma dessas fases, as equipes aproveitaram de forma inteligente um incêndio natural que já ocorria na região oeste para potencializar e direcionar o fogo de maneira controlada. Dessa forma, os técnicos conseguiram eliminar o excesso de matéria seca sem causar danos severos ao ecossistema, contando com o apoio de tecnologias e barreiras naturais:
Apoio Aéreo e Visual: A operação contou com sobrevoos do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) e monitoramento por meio da torre de observação do parque.
Barreiras Naturais: As equipes utilizaram áreas alagadas do Pantanal como limites físicos para conter o avanço das chamas.
Cinturão de Proteção: O Capitão Samuel Pedrozo Borges explica que o planejamento criou um cinturão preventivo do centro para o oeste do parque, blindando as áreas mais vulneráveis.
Vale ressaltar ainda que a segunda etapa da ação estendeu-se por 600 hectares da vizinha Fazenda Santa Maria, na região leste da unidade de conservação. Consequentemente, para garantir o sucesso total da queima controlada, os militares aproveitaram uma janela meteorológica favorável provocada por uma recente frente fria em Mato Grosso do Sul, cujas chuvas e alta umidade do ar facilitaram o rescaldo.
Integração com Produtores e Alerta do El Niño
No que diz respeito à execução prática das ações, a cooperação mútua entre o Estado e a comunidade local determinou os resultados positivos. Dessa maneira, o trabalho de campo envolveu bombeiros, servidores do Imasul, pesquisadores da UFMS e colaboradores rurais, que atuaram na abertura de aceiros e na operação de tratores. Nesse contexto, o diretor-presidente do Imasul, André Borges, enfatiza que o Pantanal convive naturalmente com o fogo, tornando a prevenção técnica o caminho mais eficiente para proteger a biodiversidade e as comunidades pantaneiras.
Além disso, os órgãos ambientais intensificaram o sinal de alerta para o restante do ano de 2026 devido às previsões climáticas. Assim sendo, a influência contínua do fenômeno El Niño deve castigar o Estado com um inverno mais quente e irregularidades severas de chuva, elevando o risco de incêndios de alta intensidade caso o material combustível não fosse removido.
Ciência Aplicada e Respeito aos Ciclos da Terra
Por conseguinte, a técnica da queima prescrita destaca-se por ocorrer de forma lenta e branda, permitindo que os animais silvestres fujam em segurança para os refúgios. Afinal, ao contrário dos incêndios florestais descontrolados, o MIF realiza apenas uma limpeza superficial nas plantas, preservando as raízes e a estrutura das árvores. Dessa forma, as intervenções respeitam regras biológicas rígidas e alternam os locais manejados, obedecendo ao intervalo mínimo de dois anos para a mesma área.
Em suma, o Governo de Mato Grosso do Sul consolida um modelo de gestão ambiental baseado na ciência, no monitoramento em tempo real e na parceria com o setor produtivo. Logo, o investimento na cultura da prevenção substitui o combate reativo e emergencial, garantindo que as riquezas naturais do Pantanal sul-mato-grossense permaneçam protegidas contra os extremos climáticos do futuro.












