• 02 março, 2026

Exército indica primeira mulher ao generalato

A coronel-médica pernambucana Claudia Lima Gusmão Cacho deve se tornar a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército Brasileiro a partir de 31 de março. O Alto Comando indicou seu nome para o posto de general-de-brigada e, agora, aguarda a confirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com isso, o Exército passa a integrar o grupo das três Forças Armadas que já promoveram mulheres ao generalato. Até então, a instituição era a única que ainda não havia feito essa indicação.

Na Marinha, Dalva Maria Carvalho alcançou o posto de contra-almirante em 2012. Já na Aeronáutica, Carla Lyrio Martins chegou a brigadeiro em 2020 e, posteriormente, a major-brigadeiro, em 2023. Ambas, assim como Claudia Cacho, são médicas.

No entanto, nenhuma mulher atingiu ainda o posto máximo de quatro estrelas nas três forças.

Trajetória construída ao longo de três décadas

Claudia Cacho iniciou sua carreira no Exército em 1996 como oficial temporária no 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia. Dois anos depois, ingressou por concurso na Escola de Saúde do Exército e consolidou carreira permanente.

Ao longo de quase 30 anos de serviço, atuou na área de saúde operacional e hospitalar. Além disso, dirigiu o Hospital de Guarnição de Natal (RN) e o Hospital Militar de Área de Campo Grande (MS).

Segundo o Exército, a oficial construiu trajetória sólida e acumulou experiência estratégica na gestão hospitalar militar. Nesse sentido, sua indicação representa reconhecimento institucional e avanço simbólico na estrutura hierárquica da Força.

Ampliação da presença feminina

Paralelamente, 2026 também marca maior participação feminina na base da carreira militar. Mais de mil mulheres ingressarão como soldados na próxima semana, após 33.720 alistamentos em todo o país.

Dessa forma, o Exército amplia gradualmente a presença feminina tanto no início da carreira quanto nos postos de comando. Portanto, a indicação de Claudia Cacho sinaliza mudança estrutural e reforça a valorização da competência técnica e da liderança feminina.

Em síntese, a promoção consolida um marco histórico e acompanha movimento já iniciado pela Marinha e pela Aeronáutica.

Agência Brasil.

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