• 10 março, 2026

Mercado mantém previsões para inflação e crescimento do PIB em 2026, aponta Banco Central

O mercado financeiro mantém estáveis as projeções para os principais indicadores econômicos de 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9) no Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central (BC).

De acordo com a pesquisa, analistas seguem prevendo crescimento de 1,82% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Além disso, as estimativas para a inflação oficial também permanecem praticamente inalteradas.

PIB mantém projeção de crescimento moderado

Segundo o levantamento do Banco Central, economistas mantêm a expectativa de expansão de 1,82% da economia brasileira em 2026.

Para os próximos anos, o mercado projeta crescimento semelhante:

  • 2027: expansão de 1,8%

  • 2028: crescimento de 2%

  • 2029: avanço de 2%

Enquanto isso, os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025.

Além disso, o resultado marcou o quinto ano consecutivo de crescimento econômico, com destaque para o desempenho da agropecuária, que impulsionou a atividade no período.

Dólar deve encerrar o ano em R$ 5,41

O levantamento do Boletim Focus também aponta estabilidade nas projeções para o câmbio.

Assim, os analistas estimam que o dólar deve terminar 2026 cotado a R$ 5,41.

Já para 2027, a expectativa indica leve alta, com a moeda norte-americana podendo chegar a R$ 5,50.

Inflação permanece dentro da meta do Banco Central

Em relação aos preços, o mercado financeiro mantém a previsão de 3,91% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026.

Para os anos seguintes, as projeções são:

  • 2027: inflação de 3,8%

  • 2028: inflação de 3,5%

  • 2029: inflação de 3,5%

Dessa forma, a estimativa para este ano permanece dentro do intervalo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Atualmente, o objetivo do Banco Central é manter a inflação em 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Na prática, isso significa que a inflação pode variar entre 1,5% e 4,5%.

Energia e combustíveis pressionaram inflação recente

Apesar das projeções controladas, alguns fatores pressionaram os preços recentemente. Em janeiro, por exemplo, o aumento nas tarifas de energia elétrica e gasolina fez o IPCA do mês registrar alta de 0,33%, mesmo percentual observado em dezembro.

Como resultado, o índice acumulado de inflação chegou a 4,44% em 2025, segundo dados do IBGE.

Agora, o mercado aguarda a divulgação do IPCA de fevereiro, prevista para quinta-feira (12).

Banco Central mantém juros elevados

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros (Selic) como principal instrumento de política monetária.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Mesmo com o recuo da inflação e do dólar, o colegiado decidiu manter os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva, realizada no final de janeiro.

Esse patamar representa o maior nível desde julho de 2006, quando a taxa chegou a 15,25% ao ano.

Mercado prevê queda gradual da Selic

Segundo as projeções do mercado financeiro, a taxa básica deve começar a cair gradualmente nos próximos anos.

As estimativas são:

  • 2026: Selic em 12,13% ao ano

  • 2027: redução para 10,5% ao ano

  • 2028: queda para 10% ao ano

  • 2029: recuo para 9,5% ao ano

Segundo economistas, quando o Banco Central aumenta os juros, o objetivo é reduzir o consumo e conter a inflação, já que o crédito fica mais caro e a poupança se torna mais atrativa.

Por outro lado, quando a Selic diminui, o crédito tende a ficar mais barato. Consequentemente, o consumo e a produção aumentam, estimulando a atividade econômica.

Agência Brasil.

Frase-Chave: O consumo e a produção.

Veja outras notícias

Acompanhe no instagram