
- 11 março, 2026
Bioparque Pantanal alcança 100 espécies reproduzidas e se consolida como maior banco genético vivo de água doce do mundo
O Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), alcançou um marco histórico na conservação da biodiversidade aquática: a reprodução da 100ª espécie sob cuidados humanos e de forma natural. Com esse resultado, o empreendimento público sul-mato-grossense se consolida como o maior banco genético vivo de água doce do mundo.
Além disso, o Bioparque se torna o único aquário do planeta a registrar a reprodução de 100 espécies diferentes nessas condições, reforçando seu protagonismo internacional na área de pesquisa científica e conservação ambiental.
Pantanal lidera número de espécies reproduzidas
Entre as 100 espécies reproduzidas, o maior número pertence ao bioma Pantanal, com 32 espécies.
Esse resultado demonstra, portanto, o compromisso direto do Bioparque com a preservação da maior planície alagável do planeta.
Além do Pantanal, o levantamento inclui espécies de outros biomas e regiões do mundo:
31 espécies da Amazônia
21 espécies do Cerrado
3 espécies da Mata Atlântica
1 espécie da Caatinga
8 espécies africanas
1 espécie asiática
1 espécie mexicana
2 espécies da Oceania
Assim, o complexo se consolida como um importante centro internacional de conservação de espécies aquáticas.
Descobertas inéditas chamam atenção da comunidade científica
Outro dado que reforça a importância do marco é o número de reproduções inéditas.
Das 100 espécies registradas, pesquisadores identificaram:
29 reproduções inéditas no mundo
20 reproduções inéditas no Brasil
Consequentemente, esses resultados ampliam o reconhecimento científico do Bioparque Pantanal, principalmente no campo da conservação ex situ, método que preserva espécies fora de seu habitat natural.
Espécies ameaçadas reforçam importância do projeto
Entre as espécies reproduzidas, três estão classificadas como ameaçadas de extinção, o que torna o marco ainda mais relevante para a conservação ambiental.
Uma delas é o Cascudo-viola, espécie endêmica do rio Coxim, em Mato Grosso do Sul.
Além disso, a lista inclui:
Cascudo-cego, adaptado a ambientes subterrâneos e extremamente sensível a mudanças ambientais
Axolote, anfíbio mexicano conhecido pela capacidade de regeneração e grande interesse científico
Portanto, além da conservação, essas espécies também desempenham papel importante na educação ambiental, especialmente entre crianças e jovens que visitam o espaço.
Centro de Conservação funciona como berçário da biodiversidade
Grande parte dessas reproduções ocorre no Centro de Conservação de Peixes Neotropicais (CCPN), estrutura que funciona como um verdadeiro berçário de biodiversidade dentro do Bioparque.
No local, especialistas realizam:
manejo técnico das espécies
monitoramento científico
desenvolvimento reprodutivo dos animais
Além disso, equipes especializadas seguem protocolos científicos rigorosos, garantindo condições adequadas de água, nutrição e bem-estar animal.
Reprodução natural reforça qualidade do trabalho técnico
Segundo o biólogo e curador do Bioparque Pantanal, Heriberto Gimênes Junior, o resultado alcançado demonstra a eficiência do trabalho realizado pela equipe.
Ele destaca que 95% das espécies foram reproduzidas de forma natural, sem o uso de hormônios ou técnicas de indução.
“O Cascudo-viola, por exemplo, produz poucos ovos, entre 30 e 50. Por isso, exige cuidados muito específicos e acompanhamento técnico especializado”, explicou.
Além disso, o material biológico gerado nas reproduções também contribui para pesquisas científicas e projetos de educação ambiental.
Bioparque reforça papel de centro científico e educacional
Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, o marco vai muito além de um resultado técnico.
“Esse número representa ciência aplicada, cuidado com a vida e compromisso com a conservação da biodiversidade. Cada reprodução é uma vitória da pesquisa, da dedicação das nossas equipes e da missão do Bioparque de ser muito mais do que um espaço de contemplação”, afirmou.
Segundo ela, o trabalho desenvolvido também fortalece a consciência ambiental da sociedade.
“Quando a população conhece, se encanta e entende a importância dessas espécies, cria-se uma rede de cuidado e proteção ao meio ambiente. Esse é o maior legado do Bioparque”, destacou.
Ciência, turismo e conservação caminham juntos
Dessa forma, o Bioparque Pantanal se consolida não apenas como um espaço turístico, mas também como um centro de ciência, pesquisa e conservação ambiental.
Com a marca de 100 espécies reproduzidas, o complexo reforça seu papel como referência mundial em biodiversidade aquática, contribuindo diretamente para a preservação das espécies e para a produção de conhecimento científico.
Comunicação Bioparque Pantanal.












