• 12 março, 2026

Alckmin defende investigação rigorosa no escândalo do Banco Master

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu apuração rigorosa e punição aos responsáveis pelo escândalo envolvendo o Banco Master. A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista José Luiz Datena, na estreia do programa Na Mesa com Datena, exibido na noite de terça-feira (10) na TV Brasil.

Segundo Alckmin, o episódio exige investigação profunda e responsabilização dos envolvidos, especialmente porque o caso envolve irregularidades graves no sistema financeiro.

“Tem que ser feita apuração rigorosa e punição rigorosa”, afirmou o vice-presidente durante a entrevista.

Governo garante liberdade total para investigação

Além disso, Alckmin destacou que o governo federal não impõe qualquer limite às investigações conduzidas pelos órgãos responsáveis.

De acordo com ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido autonomia total para as instituições de investigação e controle.

Entre os órgãos citados estão:

  • Polícia Federal

  • Ministério Público

  • Poder Judiciário

Segundo o vice-presidente, a prioridade é esclarecer os fatos e garantir justiça.

“É investigação rigorosa. Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público e o Judiciário também. É apurar e fazer justiça”, afirmou.

Além disso, ele ressaltou que o episódio também evidencia a necessidade de aprimorar os mecanismos de controle do sistema financeiro.

Operação investiga fraude bilionária

O caso do Banco Master está sendo investigado pela Polícia Federal por meio da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias na instituição.

Segundo as investigações, o rombo pode chegar a R$ 47 bilhões, valor que teria impacto no Fundo Garantidor de Créditos, responsável por ressarcir investidores em casos de quebra bancária.

Na semana passada, o financista Daniel Vorcaro voltou a ser preso durante a terceira fase da operação.

A nova prisão ocorreu após a descoberta de mensagens no celular do empresário, apreendido na primeira fase da investigação. Nessas mensagens, segundo a Polícia Federal, ele teria ameaçado jornalistas e outras pessoas que contrariaram seus interesses.

Alckmin deixará ministério em abril

Durante a entrevista, o vice-presidente também confirmou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no dia 2 de abril.

A decisão atende às regras da legislação eleitoral brasileira, que exige o afastamento de ministros que pretendem disputar cargos nas eleições.

Mesmo assim, Alckmin continuará exercendo o cargo de vice-presidente da República.

“Vice-presidente não precisa deixar o cargo. Agora, para disputar eleição, o ministério precisa ser deixado”, explicou.

Guerra no Irã e impactos econômicos

Outro tema abordado na entrevista foi o impacto da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo Alckmin, todos os países acabam sendo afetados economicamente por conflitos internacionais. No entanto, ele avaliou que o Brasil tende a sofrer menos impactos diretos.

Isso ocorre porque os principais parceiros comerciais brasileiros estão em outras regiões do mundo, como:

  • China

  • União Europeia

  • Argentina

  • Estados Unidos

Mesmo assim, ele alertou para possíveis reflexos no preço do petróleo.

“O petróleo já encareceu, então claro que isso afeta gasolina e diesel”, explicou.

Polarização eleitoral e cenário econômico

Ao comentar o cenário político, Alckmin avaliou que a polarização eleitoral é uma tendência global.

Mesmo assim, ele demonstrou otimismo em relação ao cenário econômico brasileiro.

Segundo o vice-presidente, indicadores recentes mostram sinais positivos, como:

  • queda no desemprego

  • inflação controlada

  • ganho real do salário mínimo

“Não existe eleição fácil, mas acredito que as coisas tendem a melhorar”, afirmou.

PEC da Segurança Pública

Durante a entrevista, Alckmin também comentou a aprovação recente da PEC da Segurança Pública, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora está em análise no Senado.

A proposta cria um sistema integrado de segurança pública no país e amplia o papel das polícias municipais.

Segundo o vice-presidente, a atuação local pode contribuir significativamente para o combate ao crime.

“A mudança da PEC, dando mais poder à polícia municipal, pode fazer diferença porque ela está mais próxima da população”, afirmou.

Além disso, a proposta também fortalece o papel da Polícia Federal no combate a crimes praticados por organizações criminosas com atuação interestadual ou internacional.

Agência Brasil.

Frase-Chave: Combate a crimes.

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