• 12 março, 2026

Governo cria sala de monitoramento para acompanhar preços de combustíveis após tensão no Oriente Médio

Diante da escalada da guerra no Oriente Médio, o governo federal decidiu reforçar o acompanhamento do mercado de combustíveis no Brasil. Para isso, o Ministério de Minas e Energia criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que passará a analisar diariamente o comportamento do setor.

Além disso, o grupo acompanhará as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis, atuando em articulação com órgãos reguladores e agentes que participam da cadeia de produção, importação e distribuição.

Monitoramento reforça segurança energética

Segundo o ministério, a iniciativa amplia o acompanhamento das cadeias globais de suprimento de petróleo e derivados, especialmente em um momento de instabilidade internacional.

Além disso, a nova estrutura também monitorará:

  • logística nacional de abastecimento

  • preços dos principais combustíveis

  • impactos do cenário geopolítico no mercado energético

De acordo com o governo, o objetivo é identificar rapidamente possíveis riscos ao abastecimento e, ao mesmo tempo, adotar medidas preventivas para garantir a normalidade do fornecimento.

Nesse sentido, o ministério também intensificou o diálogo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e com empresas que atuam na produção, importação e distribuição de combustíveis.

Impactos do conflito no mercado global

O monitoramento ocorre porque o Oriente Médio concentra cerca de 60% das reservas globais de petróleo, o que torna a região estratégica para o abastecimento mundial.

Apesar disso, o governo avalia que a exposição direta do Brasil ao conflito é limitada. Isso ocorre porque o país:

  • é exportador de petróleo bruto

  • importa apenas parte dos derivados consumidos internamente

  • depende pouco de fornecedores do Golfo Pérsico

Ainda assim, o diesel continua sendo um dos principais combustíveis importados pelo Brasil.

Alta nos preços levanta suspeitas

Paralelamente, o governo também passou a investigar possíveis aumentos injustificados no preço dos combustíveis.

A Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica solicitando análise sobre aumentos registrados em quatro estados e no Distrito Federal.

Segundo sindicatos do setor, algumas distribuidoras teriam elevado os preços de venda aos postos alegando aumento no valor internacional do petróleo.

No entanto, até o momento, a Petrobras não anunciou reajuste nos preços praticados nas refinarias, o que levantou suspeitas sobre possíveis práticas irregulares.

Dessa forma, a Senacon solicitou que o Cade avalie eventuais indícios de práticas anticoncorrenciais, como tentativa de uniformizar preços entre concorrentes.

Entenda o conflito no Oriente Médio

A tensão internacional se intensificou após novos ataques militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

No final de fevereiro, forças norte-americanas e israelenses bombardearam a capital iraniana, Teerã, durante uma ofensiva ligada às disputas sobre o programa nuclear iraniano.

No ataque, morreu o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Após o episódio, seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu o comando do país.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar norte-americana, entre eles:

  • Kuwait

  • Catar

  • Emirados Árabes Unidos

  • Jordânia

Origem da crise nuclear

O conflito também está ligado ao acordo nuclear firmado em 2015, durante o governo do então presidente norte-americano Barack Obama.

Posteriormente, durante seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo.

Desde então, Washington e Tel Aviv acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares.

Por outro lado, o governo iraniano afirma que seu programa nuclear possui finalidade exclusivamente pacífica e que sempre se mostrou disposto a permitir inspeções internacionais.

Agência Brasil.

Frase-Chave: Acordo nuclear firmado.

Veja outras notícias

Acompanhe no instagram