• 13 março, 2026

Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam recorde histórico

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 0,4% de dezembro para janeiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Com esse resultado, o setor atingiu novamente o maior nível da série histórica, igualando o recorde registrado em novembro de 2025.

Além disso, na comparação com janeiro de 2025, o comércio apresentou crescimento de 2,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o setor registra alta de 1,6%.

Resultado reverte queda registrada no fim de 2025

O desempenho de janeiro também interrompe a retração observada no último mês do ano passado.

Em dezembro de 2025, por exemplo, o comércio havia registrado queda de 0,4%.

Além disso, a média móvel trimestral, que indica a tendência recente da atividade econômica, também apresentou resultado positivo. Nesse indicador, o setor avançou 0,3% na comparação com os três meses encerrados em dezembro.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo IBGE.

Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, atingir novamente o ponto mais alto da série histórica não é algo frequente.

“Renovações do pico não são tão comuns assim”, afirmou o pesquisador.

Metade dos setores apresentou crescimento

Entre os oito segmentos analisados pelo IBGE, quatro registraram aumento nas vendas entre dezembro e janeiro.

O principal destaque foi o setor farmacêutico.

Setores que cresceram:

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: +2,6%

  • Tecidos, vestuário e calçados: +1,8%

  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +1,3%

  • Hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo: +0,4%

Além disso, o segmento de móveis e eletrodomésticos apresentou estabilidade, sem variação no período.

Setores que tiveram queda nas vendas

Por outro lado, alguns setores registraram retração no início do ano.

Segmentos com queda:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: −9,3%

  • Livros, jornais, revistas e papelaria: −1,8%

  • Combustíveis e lubrificantes: −1,3%

Segundo o pesquisador do IBGE, o forte recuo nas vendas de equipamentos eletrônicos está relacionado principalmente à variação do dólar.

De acordo com Cristiano Santos, empresas do setor costumam ajustar estoques conforme o comportamento da moeda americana.

“Esse setor é especialmente afetado pela variação do dólar. Em momentos de maior volatilidade, as empresas aproveitam períodos de valorização do real para repor estoques”, explicou.

Além disso, o especialista lembra que o segmento vinha de um período de vendas fortes durante a Black Friday e o Natal, o que também influencia o desempenho no início do ano.

Comércio ampliado mantém sequência de crescimento

Quando se considera o comércio varejista ampliado, que inclui também setores de atacado, o resultado foi ainda mais positivo.

Esse indicador engloba atividades como:

  • veículos e motocicletas

  • peças e acessórios automotivos

  • material de construção

  • atacado de alimentos e bebidas

Nesse recorte, o comércio registrou crescimento de 0,9% de dezembro para janeiro.

Além disso, o indicador acumula dez meses consecutivos de alta nessa comparação mensal.

Por outro lado, no acumulado de 12 meses, o comércio varejista ampliado apresenta variação estável (0%).

Agência Brasil.

Frase-Chave: O comércio varejista ampliado.

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