• 19 março, 2026

Hospital Regional de Três Lagoas realiza 1ª cirurgia cerebral pelo SUS para tratar Parkinson em MS

Um avanço importante na saúde pública de Mato Grosso do Sul foi registrado neste mês. O Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé realizou, pela primeira vez na rede pública estadual, uma cirurgia de estimulação cerebral profunda para tratamento da Doença de Parkinson.

Além disso, o procedimento foi realizado pelo Sistema Único de Saúde, o que amplia significativamente o acesso da população a tratamentos de alta complexidade.

Paciente convivia há anos com a doença

O paciente submetido à cirurgia foi Gilberto Barbieri, de 58 anos, morador de Nova Andradina. Ele convive com a doença há cerca de 15 anos.

Inicialmente, os sintomas começaram com tremores nas mãos. No entanto, ao longo do tempo, evoluíram para limitações motoras mais severas.

Dessa forma, atividades simples do dia a dia passaram a exigir mais esforço.

“Tudo piorou com a chegada da doença”, relatou.

Além disso, há mais de uma década, ele depende de medicação contínua para controlar os sintomas. Entretanto, os remédios também provocam efeitos colaterais, como movimentos involuntários e perda de peso.

Cirurgia traz nova possibilidade de tratamento

Diante desse cenário, a cirurgia surge como uma alternativa importante. O procedimento consiste no implante de eletrodos em áreas específicas do cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos.

De acordo com o neurocirurgião Eduardo Cintra Abib, os eletrodos são posicionados no chamado núcleo subtalâmico.

Além disso, durante o procedimento, o paciente permanece acordado. Dessa maneira, a equipe consegue testar os movimentos em tempo real e identificar o ponto ideal de estimulação.

Após o implante, os eletrodos são conectados a um dispositivo semelhante a um marca-passo, instalado na região do peito. Esse equipamento, por sua vez, envia impulsos elétricos ao cérebro.

Consequentemente, esses estímulos ajudam a regular os circuitos responsáveis pelos movimentos.

Redução de até 80% no uso de medicamentos

Segundo o especialista, a técnica pode reduzir em até 80% a necessidade de medicamentos.

Além disso, o procedimento contribui para:

  • melhora significativa da mobilidade

  • redução de tremores e rigidez

  • aumento da qualidade de vida

No entanto, nem todos os pacientes podem realizar a cirurgia. Para isso, é necessário cumprir critérios específicos, como:

  • ter pelo menos cinco anos de tratamento

  • já ter utilizado diferentes medicamentos

  • apresentar baixa resposta aos remédios

Portanto, a indicação é feita de forma criteriosa.

Recuperação exige acompanhamento contínuo

Após a cirurgia, realizada no dia 5 de março, o paciente permaneceu em observação.

Inicialmente, ele ficou um dia na UTI. Em seguida, permaneceu mais dois dias em acompanhamento hospitalar, recebendo alta no dia 8 de março.

Além disso, o tratamento continua. Dentro de duas semanas, ele retornará para a programação do dispositivo.

Nesse momento, a equipe ajustará a intensidade e a direção dos estímulos elétricos, conforme os sintomas apresentados.

Esperança de retomar a qualidade de vida

Para Gilberto, a cirurgia representa mais do que um tratamento. Na prática, significa a possibilidade de recuperar autonomia.

“Quero fazer coisas simples sem depender dos remédios”, afirmou.

Além disso, ele sonha em retomar atividades como viajar, pescar e conviver com a família com mais tranquilidade.

Da mesma forma, sua esposa, Elcia Barbieri, também vê a mudança com esperança.

“Agora temos expectativa de uma vida mais tranquila”, destacou.

Procedimento marca avanço no SUS em MS

Por fim, a realização da cirurgia representa um marco para a saúde pública estadual.

Segundo o diretor técnico da unidade, Marllon Nunes, o procedimento demonstra a capacidade técnica do hospital.

Além disso, reforça o papel da instituição como referência em atendimentos de alta complexidade.

Consequentemente, o SUS amplia o acesso a tratamentos inovadores e oferece novas possibilidades para pacientes que, até então, tinham opções limitadas.

Marco que abre caminho para novos tratamentos

Assim, ao mesmo tempo em que transforma a vida de pacientes, o procedimento também inaugura uma nova fase na medicina pública em Mato Grosso do Sul.

Portanto, a expectativa é que, a partir dessa experiência, mais pessoas possam se beneficiar da técnica no futuro.

Comunicação da Secretaria de Estado de Saúde – MS.

Frase-Chave: Uma nova fase na medicina.

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