• 29 março, 2026

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher

Os ministérios da Educação e das Mulheres deram, nesta quarta-feira (25), um passo importante no combate à violência de gênero. Nesse sentido, as pastas assinaram a regulamentação da Lei nº 14.164/2021, conhecida como Lei Maria da Penha Vai à Escola.

Com isso, as escolas brasileiras passam a incluir, de forma estruturada, conteúdos voltados à prevenção de todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

Educação como ferramenta de transformação

De acordo com a nova regulamentação, a produção de materiais didáticos deverá ser adequada a cada nível de ensino. Além disso, os conteúdos devem abordar direitos humanos e estratégias de prevenção à violência.

Nesse contexto, o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a importância de iniciar esse debate ainda na formação escolar.

“Além disso, estamos afirmando um projeto de país baseado no respeito, na equidade e na justiça”, afirmou.

Ele reforçou, ainda, que a educação é um instrumento essencial para garantir um futuro mais seguro para meninas e mulheres.

Ampliação para o ensino superior

Paralelamente, durante a cerimônia “Educação pelo Fim da Violência”, realizada na Universidade de Brasília, o governo também avançou em outras frentes.

Na ocasião, autoridades assinaram um protocolo de intenções voltado à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher dentro das instituições públicas de ensino superior.

Dessa forma, universidades e institutos federais deverão adotar medidas para evitar omissão em casos de violência de gênero e garantir acolhimento adequado às vítimas.

Compromisso institucional

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou que a iniciativa amplia a proteção ao longo de toda a trajetória educacional.

“Além disso, a educação muda as pessoas, e são as pessoas que transformam o mundo”, destacou, citando o educador Paulo Freire.

Nesse sentido, ela defendeu que cursos de graduação e pós-graduação também incluam conteúdos relacionados ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Ambientes mais seguros

Ao mesmo tempo, o ministro Camilo Santana enfatizou que as instituições de ensino devem ir além da produção de conhecimento.

“Portanto, universidades e escolas precisam ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, afirmou.

Além disso, ele anunciou que o governo lançará um edital para criação de cuidotecas nas universidades federais — espaços destinados ao acolhimento de crianças, permitindo que mães possam estudar e trabalhar com mais dignidade.

Programa Mulheres Mil

Dentro desse conjunto de ações, os ministérios também firmaram acordo para ampliar o Programa Mulheres Mil.

A iniciativa, coordenada pelo MEC, tem como objetivo:

  • Elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade
  • Promover qualificação profissional
  • Incentivar a autonomia e inclusão socioprodutiva

Além disso, durante o evento, foi apresentado o trailer de um documentário que mostra o impacto do programa na vida de participantes e suas comunidades.

Integração com políticas nacionais

Por fim, todas essas ações integram o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dessa maneira, o governo busca, de forma integrada, fortalecer políticas públicas que atuem tanto na prevenção quanto no enfrentamento da violência contra as mulheres em todo o país.

Frase-Chave: Enfrentamento da violência.

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