• 30 março, 2026

Expocanas reforça liderança de MS na produção de energia limpa

Mato Grosso do Sul consolida sua posição como referência nacional na produção de bioenergia. Atualmente, o Estado conta com 22 usinas em operação, todas voltadas à produção de etanol hidratado e à cogeração de bioeletricidade. Além disso, 14 dessas unidades exportam o excedente para a rede nacional de energia elétrica.

Evento fortalece o setor sucroenergético

Nesse cenário de crescimento, a 4ª Expocanas ocorre entre os dias 25 e 27 de março, em Nova Alvorada do Sul. O evento, que já alcança projeção estadual e nacional, reúne produtores, empresas e especialistas para discutir inovação, produtividade e oportunidades de mercado.

Durante a abertura, o governador Eduardo Riedel destacou a importância estratégica do setor:

“A Expocanas reflete a transformação energética do Estado, desde a produção no campo até a industrialização e geração de energia”.

Além disso, ele ressaltou o papel do biometano como eixo central dessa estratégia, reforçando os investimentos do setor industrial na diversificação da matriz energética.

Produção e desempenho em alta

Dados da Biosul apontam que Mato Grosso do Sul ocupa posição de destaque no cenário nacional. Atualmente, o Estado é:

  • 4º maior produtor de cana-de-açúcar e etanol
  • 2º maior produtor de etanol de milho
  • 5º maior produtor de açúcar
  • 4º maior exportador de bioeletricidade do país

Além disso, na safra 2024/2025, o Estado produziu 4,3 bilhões de litros de etanol. Para o ciclo 2025/2026, a projeção é de crescimento, com estimativa de 4,7 bilhões de litros.

Nesse contexto, o milho ganha cada vez mais relevância, passando de 37% para 42% da produção total.

Impacto econômico e geração de empregos

O setor sucroenergético também exerce papel fundamental na economia estadual. Atualmente, a cadeia produtiva:

  • está presente em 42 municípios
  • ocupa cerca de 800 mil hectares de cultivo
  • gera aproximadamente 34 mil empregos diretos
  • movimenta mais de R$ 1,4 bilhão em massa salarial

Como resultado, o segmento responde por 18,9% do PIB industrial de Mato Grosso do Sul.

Além disso, a produção anual inclui:

  • 2,6 milhões de toneladas de açúcar
  • 2.200 GWh de bioeletricidade

Esse volume de energia, por exemplo, equivale ao consumo residencial de todo o Estado.

Biometano impulsiona nova fase

Paralelamente ao avanço do etanol e da bioeletricidade, o biometano surge como nova fronteira de crescimento. Nesse sentido, o governador visitou a planta da Atvos, que anunciou investimento superior a R$ 350 milhões em uma nova unidade.

A planta utilizará subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro, para produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra.

Dessa forma, o Estado amplia sua atuação na transição energética e fortalece sua competitividade.

Segundo Riedel:

“Estamos iniciando uma nova cadeia produtiva, alinhada à transição energética e à segurança alimentar com sustentabilidade”.

Perspectiva estratégica

Em síntese, Mato Grosso do Sul se posiciona de forma estratégica em duas agendas globais: energia limpa e produção sustentável. Ao mesmo tempo, o Estado integra toda a cadeia produtiva, desde o campo até a industrialização.

Consequentemente, esse modelo gera empregos, renda e novas oportunidades, consolidando o Estado como um dos principais polos de bioenergia do Brasil.F

Frase-Chave: Empregos, renda e novas oportunidades.

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