
Expocanas reforça liderança de MS na produção de energia limpa
Mato Grosso do Sul consolida sua posição como referência nacional na produção de bioenergia. Atualmente, o Estado conta com 22 usinas em operação, todas voltadas à produção de etanol hidratado e à cogeração de bioeletricidade. Além disso, 14 dessas unidades exportam o excedente para a rede nacional de energia elétrica.
Evento fortalece o setor sucroenergético
Nesse cenário de crescimento, a 4ª Expocanas ocorre entre os dias 25 e 27 de março, em Nova Alvorada do Sul. O evento, que já alcança projeção estadual e nacional, reúne produtores, empresas e especialistas para discutir inovação, produtividade e oportunidades de mercado.
Durante a abertura, o governador Eduardo Riedel destacou a importância estratégica do setor:
“A Expocanas reflete a transformação energética do Estado, desde a produção no campo até a industrialização e geração de energia”.
Além disso, ele ressaltou o papel do biometano como eixo central dessa estratégia, reforçando os investimentos do setor industrial na diversificação da matriz energética.
Produção e desempenho em alta
Dados da Biosul apontam que Mato Grosso do Sul ocupa posição de destaque no cenário nacional. Atualmente, o Estado é:
- 4º maior produtor de cana-de-açúcar e etanol
- 2º maior produtor de etanol de milho
- 5º maior produtor de açúcar
- 4º maior exportador de bioeletricidade do país
Além disso, na safra 2024/2025, o Estado produziu 4,3 bilhões de litros de etanol. Para o ciclo 2025/2026, a projeção é de crescimento, com estimativa de 4,7 bilhões de litros.
Nesse contexto, o milho ganha cada vez mais relevância, passando de 37% para 42% da produção total.
Impacto econômico e geração de empregos
O setor sucroenergético também exerce papel fundamental na economia estadual. Atualmente, a cadeia produtiva:
- está presente em 42 municípios
- ocupa cerca de 800 mil hectares de cultivo
- gera aproximadamente 34 mil empregos diretos
- movimenta mais de R$ 1,4 bilhão em massa salarial
Como resultado, o segmento responde por 18,9% do PIB industrial de Mato Grosso do Sul.
Além disso, a produção anual inclui:
- 2,6 milhões de toneladas de açúcar
- 2.200 GWh de bioeletricidade
Esse volume de energia, por exemplo, equivale ao consumo residencial de todo o Estado.
Biometano impulsiona nova fase
Paralelamente ao avanço do etanol e da bioeletricidade, o biometano surge como nova fronteira de crescimento. Nesse sentido, o governador visitou a planta da Atvos, que anunciou investimento superior a R$ 350 milhões em uma nova unidade.
A planta utilizará subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro, para produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra.
Dessa forma, o Estado amplia sua atuação na transição energética e fortalece sua competitividade.
Segundo Riedel:
“Estamos iniciando uma nova cadeia produtiva, alinhada à transição energética e à segurança alimentar com sustentabilidade”.
Perspectiva estratégica
Em síntese, Mato Grosso do Sul se posiciona de forma estratégica em duas agendas globais: energia limpa e produção sustentável. Ao mesmo tempo, o Estado integra toda a cadeia produtiva, desde o campo até a industrialização.
Consequentemente, esse modelo gera empregos, renda e novas oportunidades, consolidando o Estado como um dos principais polos de bioenergia do Brasil.F












