• 01 abril, 2026

Vigilância Sanitária reforça cuidados na compra de pescado durante a Semana Santa

A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio (SES-RJ) orienta os consumidores sobre a qualidade do pescado durante o período da Semana Santa. Nesse sentido, recomendações simples podem, sobretudo, reduzir os riscos de intoxicação alimentar, especialmente em um momento em que o consumo de peixes e frutos do mar aumenta de forma significativa.

De acordo com a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller, a atenção em todas as etapas faz a diferença.

“Com cuidado na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, destacou.

Como identificar pescado fresco

Antes de tudo, é fundamental observar as características do produto no momento da compra. Segundo a nutricionista Jussara Salgado, existem sinais claros que indicam se o pescado está próprio para o consumo.

Isso porque peixes e frutos do mar são alimentos altamente perecíveis. Portanto, quando não são mantidos em condições adequadas, podem se deteriorar rapidamente.

Entre os principais sinais de frescor, destacam-se:

  • carne firme
  • escamas brilhantes e bem aderidas
  • olhos salientes e brilhantes
  • guelras avermelhadas
  • cheiro suave e característico

Por outro lado, o consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados.

Além disso, é importante verificar a forma de armazenamento no ponto de venda. O pescado deve estar sobre uma camada de gelo, porém sem contato direto com a água, e protegido por material adequado. Já os produtos congelados, por sua vez, precisam estar bem acondicionados, sem sinais de descongelamento, como embalagens úmidas ou amolecidas.

Cuidados no armazenamento em casa

Após a compra, o cuidado deve continuar. Assim, recomenda-se armazenar o pescado o mais rápido possível.

Em casa, o ideal é realizar a limpeza completa — retirando vísceras, escamas e resíduos — e, em seguida, guardar o alimento em recipiente fechado na geladeira.

No que diz respeito ao consumo:

  • o peixe cru deve ser consumido em até 24 horas
  • já o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado corretamente

Higiene no preparo faz toda a diferença

Além do armazenamento, a etapa de preparo também exige atenção. Nesse contexto, a higiene é essencial para evitar contaminações.

Por isso, recomenda-se:

  • lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos
  • higienizar utensílios e superfícies
  • evitar o contato entre alimentos crus e cozidos

Adicionalmente, no caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração. Ou seja, nunca em temperatura ambiente, pois isso aumenta o risco de proliferação de bactérias.

Riscos de intoxicação alimentar

Quando essas orientações não são seguidas, o consumo de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar. Entre os sintomas mais comuns estão náuseas, vômitos e diarreia.

Em casos mais graves, no entanto, pode ser necessária hospitalização.

Segundo Helen Keller, isso ocorre porque o pescado é um alimento sensível. Portanto, quando manipulado de forma inadequada, pode favorecer a proliferação de microrganismos e a produção de toxinas prejudiciais à saúde.

Planejamento e atenção evitam problemas

Diante disso, a principal recomendação é planejar as compras e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de consumo.

Além disso, pratos frios, como saladas com frutos do mar, devem permanecer sob refrigeração até serem servidos.

Por fim, a Vigilância Sanitária reforça que o consumidor também desempenha um papel fundamental na prevenção. Assim, ao identificar irregularidades — como produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene —, é importante acionar os órgãos de fiscalização do município.

Frase-Chave: Frutos do mar.

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