• 03 abril, 2026

MS lidera governança climática e cumpre todos os critérios nacionais

Mato Grosso do Sul se consolida como referência nacional em governança climática. Atualmente, é o único estado brasileiro que cumpre todos os critérios estabelecidos entre os entes subnacionais para a implementação de políticas climáticas.

De acordo com a segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas — divulgado pelo Centro Brasil no Clima — o Estado reúne dados, indicadores e ações que demonstram avanço consistente na área ambiental.

Planejamento integra economia e sustentabilidade

Além disso, o Anuário apresenta um panorama completo das atividades econômicas e seus impactos ambientais, como as emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Ao mesmo tempo, o estudo destaca as estratégias adotadas pelos estados para mitigar esses efeitos.

Nesse sentido, Mato Grosso do Sul implementa as chamadas Estratégias de Mudanças Climáticas, que incluem planos de ação estruturados, definição de prazos e atribuição de responsabilidades institucionais. Dessa forma, o Estado organiza a gestão climática de maneira integrada e eficiente.

Avanços em resíduos e gestão ambiental

Entre os principais destaques, o Estado figura entre os oito com melhores índices de destinação correta de resíduos sólidos urbanos.

Para se ter uma ideia, o percentual saltou de 44% em 2015 para 85% em 2024. Ou seja, houve um avanço significativo ao longo dos últimos anos.

Além disso, ao lado de Minas Gerais e Bahia, Mato Grosso do Sul implementou todas as etapas do Cadastro Ambiental Rural, incluindo análise técnica e automatizada.

Da mesma forma, o Estado estruturou o Programa de Regularização Ambiental, com regulamentação e equipe técnica dedicada.

Instrumentos financeiros fortalecem políticas climáticas

Paralelamente, Mato Grosso do Sul também dispõe de todos os instrumentos estaduais de financiamento ambiental, como:

  • ICMS Verde
  • Fundo Ambiental
  • Fundo de Recursos Hídricos
  • Fundo Climático

Além disso, o Estado estabeleceu uma das metas mais ambiciosas do país: alcançar a neutralidade de carbono até 2030.

Decisão estratégica impulsiona resultados

Segundo o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, os resultados refletem uma escolha estratégica do governo estadual.

De acordo com ele, o Estado optou por um modelo de desenvolvimento sustentável que alia crescimento econômico, inclusão social e conservação ambiental. Assim, as políticas públicas avançam de forma integrada.

Políticas estruturantes consolidam governança

Além disso, o Estado estruturou uma série de políticas e instrumentos, como:

  • Política Estadual de Mudanças Climáticas
  • Fórum Estadual de Mudanças Climáticas
  • Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento no Pantanal

Também houve alinhamento com iniciativas nacionais, como o Plano ABC+, além da elaboração do inventário de emissões de GEEs.

Dessa maneira, Mato Grosso do Sul atende às sete condicionantes exigidas para a implementação efetiva da governança climática.

Crescimento econômico acompanha sustentabilidade

No campo econômico, o Estado também apresenta indicadores positivos. Por exemplo, figura entre os menos desiguais do país, segundo o Índice de Gini.

Além disso, em 2023, registrou o segundo maior crescimento do PIB nacional, com alta de 13,4%. Portanto, o desenvolvimento econômico ocorre em paralelo às políticas ambientais.

Ao mesmo tempo, o Brasil apresentou redução nas emissões de gases de efeito estufa em 2024. Ainda assim, setores como a agropecuária continuam entre os principais emissores.

Desafios incluem recuperação de áreas degradadas

Apesar dos avanços, o Estado ainda enfrenta desafios relevantes. Entre eles, destaca-se a recuperação de áreas degradadas.

Atualmente, grande parte das pastagens apresenta baixo ou médio vigor. Nesse contexto, a região Centro-Oeste concentra elevado potencial de recuperação ambiental.

Por isso, Mato Grosso do Sul investe em programas de recuperação produtiva e sustentável, buscando integrar produção e conservação.

Estratégias ampliam mitigação e adaptação climática

Para enfrentar esses desafios, o Estado desenvolve iniciativas estratégicas, como:

  • Programa MS Carbono Neutro
  • Carne Carbono Neutro
  • Rodovias Resilientes

Além disso, o bioma Pantanal registrou uma redução expressiva de 58,6% no desmatamento em 2024, em comparação com o ano anterior.

Estado avança com modelo integrado de gestão climática

Por fim, o Anuário classifica Mato Grosso do Sul com status avançado na mitigação de riscos climáticos.

Assim, ao integrar planejamento, tecnologia, financiamento e políticas públicas, o Estado consolida um modelo de governança climática que serve de referência nacional.

Frase-Chave: Uma redução expressiva.

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