• 09 maio, 2026

Ciência contra o Crime: Coleta de DNA na Gameleira II amplia banco de dados genéticos em MS

Com o objetivo de fortalecer as investigações criminais e garantir a produção de provas técnico-científicas incontestáveis, as Polícias Científica e Penal de Mato Grosso do Sul realizaram uma grande força-tarefa na última semana. Dessa maneira, cerca de 300 custodiados da Penitenciária da Gameleira II, em Campo Grande, passaram pela coleta de material biológico. Nesse sentido, a ação integrou a “Operação Codesul Perfil Genético”, uma iniciativa articulada que une os estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no combate ao crime organizado.

Integração e Procedimento Técnico

A princípio, o processo de coleta destaca-se por ser rápido e não invasivo. Portanto, o foco recai sobre a precisão técnica e o rigor jurídico, garantindo que os dados sejam inseridos corretamente no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Dessa forma, o fluxo de trabalho foi dividido entre as instituições da seguinte maneira:

  • Polícia Penal: Responsável pela triagem, seleção dos custodiados conforme critérios legais e organização do fluxo dentro da unidade prisional.

  • Polícia Científica: Através do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), realizou a coleta, o processamento laboratorial e a gestão técnica dos dados.

  • Sejusp: Atuou como coordenadora estratégica, garantindo que a operação estivesse alinhada aos protocolos da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

Vale ressaltar ainda que essa integração é fundamental para o sucesso da segurança pública. Consequentemente, para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o planejamento rigoroso é o que permite que a ciência forense avance dentro do sistema carcerário com total segurança.

O Impacto do Banco de Perfis Genéticos

No que diz respeito à eficiência das investigações, o cruzamento de DNA funciona como uma ferramenta revolucionária. Dessa maneira, ao comparar perfis de condenados com vestígios encontrados em cenas de crimes não resolvidos, a polícia consegue estabelecer conexões diretas. Nesse contexto, os indicadores atuais em Mato Grosso do Sul revelam a força desse sistema:

  1. Base Genética: O estado já registra 5.034 perfis na área criminal, sendo a maioria (4.081) oriunda de indivíduos condenados.

  2. Investigações Auxiliadas: Até o final de 2025, 88 investigações foram diretamente beneficiadas pelo banco de dados.

  3. Coincidências Confirmadas: Foram registradas 46 coincidências entre diferentes vestígios e 13 entre vestígios e criminosos já cadastrados.

Além disso, a diretora do IALF, Josemirtes Prado da Silva, destaca que cada novo perfil inserido amplia exponencialmente a capacidade de solução de casos antigos (os chamados cold cases). Assim sendo, a prova de DNA retira a subjetividade dos depoimentos e traz a certeza científica para o processo judicial.

Referência Nacional e Transparência

Quanto ao cenário nacional, os números consolidam a importância da rede. Por conseguinte, o Brasil já conta com mais de 272 mil perfis genéticos, auxiliando em mais de 8 mil investigações em todo o território. Dessa forma, Mato Grosso do Sul mantém-se como um estado estratégico no Codesul, contribuindo ativamente para a redução da impunidade através da alta tecnologia forense.

Em suma, a operação na Gameleira II é mais um passo decisivo para modernizar o sistema de justiça estadual. Afinal, ao aliar a rotina prisional ao trabalho técnico-pericial, o Governo do Estado garante que o crime seja combatido com inteligência e precisão. Logo, a expectativa é que novas etapas da operação ocorram em outras unidades prisionais, consolidando MS como referência na gestão de dados genéticos para a segurança pública.

Frase-Chave: Operação Codesul.

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