• 14 junho, 2026

Economia: Setor de serviços cresce 1,2% em abril e quebra jejum de seis meses sem alta

Com o objetivo de recuperar as perdas recentes e sinalizar fôlego na atividade econômica, o setor de serviços cresceu 1,2% na passagem de março para abril de 2026. Dessa maneira, o resultado interrompe uma sequência negativa e marca a primeira alta do segmento em um intervalo de seis meses. Nesse sentido, o indicador reverte o recuo de 1,1% registrado no mês anterior e consolida uma expansão de 2,9% no acumulado dos últimos 12 meses.

Desempenho Recente e Análise Técnica

A princípio, os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Serviços, acendem um sinal de otimismo moderado no mercado. Portanto, este avanço de abril representa a maior variação positiva desde outubro de 2024. Dessa forma, o setor retorna ao mesmo patamar de fechamento do ano passado, embora os técnicos evitem decretar uma tendência definitiva de alta:

  • Nível Elevado: O segmento opera atualmente apenas 0,3% abaixo do topo histórico da série, alcançado em outubro de 2025.

  • Oscilação Mensal: O mercado vinha de perdas consecutivas, registrando -0,1% em novembro, -0,3% em dezembro e estabilidade (0%) no primeiro bimestre deste ano.

  • Indefinição: O analista do IBGE Rodrigo Lobo destaca que os serviços mantêm estabilidade no topo, mas ainda carecem de uma trajetória linear ascendente ou descendente.

Vale ressaltar ainda que a pesquisa acompanha de perto a evolução de 166 tipos de serviços no país. Consequentemente, para melhor compreensão do mercado, os pesquisadores dividem esses dados em cinco grandes grupos de atividades econômicas.

O Peso dos Transportes e a Queda nas Passagens Aéreas

No que diz respeito às atividades que puxaram o índice para cima, todos os cinco grandes grupos ficaram no campo positivo em abril. Dessa maneira, a maior influência positiva partiu do segmento de transportes, armazenagem e correios, que avançou 0,9%. Nesse contexto, o transporte aéreo de passageiros exerceu um papel decisivo ao registrar uma forte alta de 7%:

  1. Transportes e Correios: Crescimento de 0,9% (representa o maior peso do setor, com 36,4% de participação).

  2. Serviços Prestados às Famílias: Expansão de 1,4% impulsionada por bares, restaurantes e salões de beleza.

  3. Outros Serviços: Salto expressivo de 2,2% no período.

  4. Informação e Comunicação: Incremento de 0,5% nas atividades de TI e internet.

  5. Serviços Profissionais e Administrativos: Alta discreta de 0,4%.

Além disso, a deflação em subitens cruciais do IPCA explica o bom desempenho do setor aéreo no mês de abril. Assim sendo, após os preços das passagens subirem 18,4% no bimestre anterior, o custo dos bilhetes registrou uma queda expressiva de 14,45%, estimulando o volume de viagens.

Turismo em Ritmo de Recuperação

Por conseguinte, o Índice de Atividades Turísticas (Iatur) acompanhou a tendência positiva e disparou 4,1% na comparação mensal. Afinal, o indicador, que engloba 22 atividades como hotelaria e agências de viagens, acumula uma alta de 2,7% em 12 meses. Logo, os números colocam o turismo nacional 11,2% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 e muito próximo do recorde histórico alcançado no final de 2024.

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