• 03 junho, 2026

Agenda Verde: Governo de MS assina pacto e projeta ser o primeiro estado carbono neutro até 2030

Com o objetivo de transformar a preservação ambiental em um motor de atração de investimentos, o Governo de Mato Grosso do Sul reforçou suas metas de desenvolvimento sustentável na última semana. Dessa maneira, a gestão estadual participou ativamente do 1º Seminário “Construindo a Sustentabilidade na Gestão Pública”, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS). Nesse sentido, o evento reuniu prefeitos, vereadores e lideranças políticas no plenário da Corte de Contas para discutir governança e estratégias de adaptação às mudanças climáticas.

O Pacto pela Resiliência Climática nos Municípios

A princípio, o ponto alto do encontro técnico foi a assinatura do “Pacto pela Sustentabilidade e pela Resiliência Climática dos Municípios de Mato Grosso do Sul”. Portanto, o documento une o Governo do Estado, o TCE-MS, o Ministério Público, a AGEMS, a Assomasul e a UCVMS em uma força-tarefa inédita. Dessa forma, a cooperação mútua estabelece as seguintes diretrizes para modernizar as administrações municipais:

  • Contratações Verdes: Incentivo direto à adoção de critérios de sustentabilidade nas compras e licitações públicas.

  • Gestão de Riscos: Fortalecimento da cultura de prevenção e planejamento contra desastres climáticos locais.

  • Capacitação Técnica: Treinamento contínuo de gestores municipais para a implementação de políticas ecoeficientes.

Vale ressaltar ainda que o governador Eduardo Riedel destacou que a infraestrutura urbana precisa caminhar lado a lado com a preservação. Consequentemente, o chefe do Executivo citou como exemplo as obras do anel rodoviário de Bonito, que receberam aportes extras para garantir a drenagem do bioma e a proteção da fauna nativa.

Transição Energética e Captura de Carbono

No que diz respeito aos indicadores econômicos, o governador demonstrou que o Estado superou o discurso teórico para apresentar resultados práticos expressivos. Dessa maneira, nos últimos dez anos, Mato Grosso do Sul converteu cerca de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas em lavouras e florestas plantadas de alta produtividade. Nesse contexto, a matriz energética e industrial do Estado posiciona-se de forma altamente competitiva no mercado internacional:

  1. Florestas Plantadas: A área saltou de 300 mil para 2 milhões de hectares, funcionando como verdadeiras usinas de retenção de carbono que abastecem a indústria de celulose.

  2. Liderança em Bioenergia: O Estado produz atualmente 2.450 megawatts de bioenergia, ocupando a segunda posição no ranking nacional de energia limpa.

  3. Matriz Renovável: Hoje, 94% da energia gerada no território sul-mato-grossense provém de fontes limpas, como biomassa, solar e eólica, fator que atraiu inclusive o primeiro grande data center da região.

Além disso, Riedel enfatizou que a meta de atingir o status de neutralidade de carbono até 2030 funciona como um ativo financeiro real. Assim sendo, o governo planeja comercializar esses créditos de carbono e compartilhar os benefícios econômicos com produtores rurais, comunidades ribeirinhas e povos originários.

Economia Verde como Estratégia de Mercado

Em suma, o seminário no TCE-MS marcou de forma simbólica a abertura da Semana do Meio Ambiente no Estado. Afinal, o conceito de sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta de preservação isolada e assumiu o papel de estratégia econômica para gerar emprego e renda. Logo, a atuação conjunta dos poderes valida o histórico de inovações locais — como a Logística Reversa iniciada em 2021 e a modernização do Sistema de Compras Governamentais no início deste ano —, consolidando MS como a principal referência de economia verde no Brasil.

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