• 18 abril, 2026

Alerta em MS: SES divulga 1º LIRAa de 2026 e aponta cidades com alto risco de surtos

Com o objetivo de mapear a infestação do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) apresentou os resultados do primeiro ciclo do LIRAa de 2026. Dessa maneira, o levantamento realizado em janeiro revela um cenário de atenção para diversos municípios sul-mato-grossenses. Nesse sentido, os dados funcionam como um termômetro para a probabilidade de surtos de dengue, zika e chikungunya, exigindo respostas rápidas das gestões locais e da população.

Municípios em Situação Crítica

A princípio, o relatório destaca cidades que atingiram o nível de “alto risco”, com índices de infestação acima de 4%. Portanto, municípios como Rio Negro (8,80) e Paranhos (8,20) encabeçam a lista e necessitam de intervenção imediata. Além disso, outras localidades apresentam números preocupantes que demandam mobilização urgente:

  • Eldorado: 7,00;

  • Terenos: 6,20;

  • Santa Rita do Pardo: 6,00;

  • Maracaju: 4,90;

  • Naviraí: 4,10.

Consequentemente, a classificação de médio risco também acende o alerta em grandes centros. Dessa forma, Campo Grande (1,40) e Ponta Porã (3,70) encontram-se em uma faixa que, embora menos crítica que a anterior, exige a manutenção rigorosa das ações de vigilância para evitar o agravamento do quadro.

A Importância do Monitoramento Estratégico

No que diz respeito à confiabilidade dos dados, a SES alerta que mesmo cidades com “índice zero” devem manter a guarda alta. Vale ressaltar ainda que o cenário de ausência do mosquito precisa ser confrontado com outros indicadores, como as armadilhas de ovitrampas. Assim sendo, o cruzamento de informações é o que garante uma leitura real do ambiente, evitando que uma falsa sensação de segurança facilite a proliferação silenciosa do vetor.

De acordo com a secretária de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, os dados permitem antecipar cenários catastróficos. Nesse contexto, ela enfatiza que o enfrentamento deve ser coordenado:

“Os municípios em alto risco precisam intensificar as ações agora. O monitoramento serve para que possamos agir de forma focada e rápida onde o perigo é iminente”, afirmou.

Próximos Passos e Mobilização Social

Quanto às ações futuras, o Estado já prepara um novo ciclo de levantamento para as duas últimas semanas de maio. Dessa maneira, o governo poderá atualizar as estratégias e redirecionar equipes de campo conforme a evolução dos índices. Para tanto, o gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, destaca que o apoio técnico será priorizado nas regiões com maior densidade de criadouros.

Contudo, o poder público ressalta que a população é a peça-chave nesta batalha. Afinal, a maioria dos focos do mosquito está dentro dos quintais e residências. Logo, medidas simples como a limpeza de calhas e a eliminação de recipientes com água parada continuam sendo as formas mais eficazes de proteção.

Em suma, os resultados do LIRAa 2026 mostram que o combate ao Aedes aegypti em Mato Grosso do Sul deve ser uma responsabilidade compartilhada. Afinal, ao agir preventivamente com base em dados científicos, o Estado e o cidadão trabalham juntos para garantir um ambiente mais seguro e livre de epidemias.

Frase-Chave: Infestação do Aedes aegypti.

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