• 07 maio, 2026

Alerta Sanitário: OMS investiga rara transmissão humana de hantavírus em navio de cruzeiro

Com o objetivo de conter um surto atípico, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, nesta terça-feira (5), que monitora de perto um caso de hantavírus a bordo do navio MV Hondius. Dessa maneira, a entidade levantou a hipótese de uma transmissão entre humanos — um fenômeno considerado extremamente raro para este tipo de vírus. Nesse sentido, o balanço atual aponta que, dos 147 passageiros e tripulantes, sete apresentaram sintomas graves, resultando em três mortes até o momento.

Situação dos Pacientes e Medidas de Isolamento

A princípio, as autoridades de saúde trabalham com a possibilidade de que as vítimas tenham sido infectadas antes mesmo de embarcarem. Contudo, a transmissão direta entre pessoas não pode ser descartada até que as análises laboratoriais sejam concluídas. Dessa forma, a situação médica a bordo é tratada com extrema cautela, apresentando o seguinte panorama:

  • Evacuação Aérea: Dois pacientes que permanecem na costa de Cabo Verde estão sendo preparados para remoção imediata.

  • Cuidado Intensivo: Um sobrevivente segue internado na África do Sul, apresentando, felizmente, sinais de melhora.

  • Quarentena Rigorosa: Como medida de precaução, todos os passageiros devem permanecer em suas cabines enquanto a embarcação passa por um processo de desinfecção total.

Vale ressaltar ainda que, segundo Maria Van Kerkhove, chefe de prevenção da OMS, o risco para a população em geral permanece baixo. Consequentemente, o público não deve entrar em pânico, pois o hantavírus não possui o mesmo potencial de propagação que a influenza ou a covid-19.

Cronologia do Surto no MV Hondius

No que diz respeito ao histórico do incidente, a operadora Oceanwide Expeditions confirmou que a crise começou em meados de abril. Dessa maneira, a sequência de eventos evidencia a gravidade da situação:

  1. 11 de Abril: Ocorre a primeira morte a bordo, de um cidadão holandês, cuja causa não pôde ser determinada de imediato.

  2. 24 de Abril: O passageiro desembarca na Ilha de Santa Helena, mas o quadro se agrava fora do navio.

  3. 27 de Abril: A esposa do primeiro falecido também morre, sugerindo o contágio por proximidade, enquanto um britânico adoece gravemente.

Além disso, um terceiro caso suspeito permanece sob observação com febre baixa, mas apresenta um quadro de saúde estável. Assim sendo, a prioridade absoluta das equipes internacionais é o isolamento dos infectados e a identificação precisa da variante do vírus.

Transmissão e Prevenção

Quanto à natureza do vírus, o hantavírus é tradicionalmente transmitido através do contato com excrementos de roedores infectados. Dessa forma, o caso no navio desafia os protocolos padrão da epidemiologia. Por conseguinte, as equipes de vigilância sanitária em Cabo Verde e na África do Sul estão em alerta máximo para rastrear todos os contatos dos passageiros desembarcados.

Em suma, o episódio no MV Hondius acende um sinal de alerta para a medicina de viagem. Afinal, a possibilidade de transmissão inter-humana, mesmo que rara, exige uma revisão nos protocolos de resposta rápida em cruzeiros. Logo, a orientação da OMS é aguardar os resultados genéticos do vírus para determinar se houve uma mutação ou se as condições de confinamento no navio facilitaram esse contágio atípico.

Frase-Chave: Hantavírus no navio.

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